HC 1009134/SP (2025/0204913-6)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:MELISSA MAYRA DE PAULA SANCHEZ CURIADVOGADOS:MELISSA MAYRA DE PAULA SANCHEZ CURI - SP272170VANIA MARA ROGERIO - SP343455IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:A D BINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de A D B no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 1500122-88.2023.8.26.0306).
Depreende-se dos autos que o ora paciente foi condenado a 2 anos e 15 dias de reclusão, no regime inicial semiaberto, por haver praticado o delito previsto no art. 215-A, c/c os arts. 226, inciso II, e 61, II, “f”, todos do Código Penal (e-STJ fls. 34/44).
O Tribunal de origem negou provimento à apelação (e-STJ fls. 16/27).
No presente writ, a defesa alega que houve flagrante ilegalidade na fixação do regime inicial de cumprimento de pena. Afirma que o regime aplicado deve observar os princípios da legalidade, individualização da pena, proporcionalidade e razoabilidade (e-STJ fl. 5).
Assim, requer a fixação do regime aberto (e-STJ fl. 14).
É o relatório.
Decido.
Inicialmente, o Superior Tribunal de Justiça, de longa data, vem buscando fixar balizas para a racionalização do uso do habeas corpus, visando a garantia não apenas do curso natural das ações ou revisões criminais mas também da efetiva priorização do objeto ínsito ao remédio heroico, qual seja, o de prevenir ou remediar lesão ou ameaça de lesão ao direito de locomoção.
Nessa linha, "é incognoscível, ordinariamente, o habeas corpus impetrado em substituição à via recursal de impugnação própria" (AgRg no HC n. 716.759/RS, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 26/9/2023, DJe de 2/10/2023).
A propósito: