Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3A REGIÃO (IMPETRADO), 1. ALEXANDRE VILLACA MICHELETTO (IMPETRANTE)
- Advogados
- RICARDO RODRIGUES MARTINS (OAB 243063/SP), ALEXANDRE VILLAÇA MICHELETTO (OAB 237434/SP)
HC 1009603/SP (2025/0207551-5)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:ALEXANDRE VILLACA MICHELETTOADVOGADOS:RICARDO RODRIGUES MARTINS - SP243063ALEXANDRE VILLAÇA MICHELETTO - SP237434IMPETRADO:TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3A REGIÃOPACIENTE:E DE S SCORRÉU:T DA SCORRÉU:J V A DA SCORRÉU:C C R R
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de E. DE S. S., em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (HC n. 5005127-32.2025.4.03.0000).
Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada como incursa nos arts. 33, caput, e 35, caput, c/c art. 40, inciso I, todos da Lei n. 11.343/2006, às penas de 9 (nove) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 595 (quinhentos e noventa e cinco) dias-multa.
Inconformada com a manutenção da segregação cautelar, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, que denegou a ordem.
Neste writ, o impetrante argumenta que a regra é que a parte acusada tem o direito de apelar em liberdade.
Aduz que tornar automática a prisão provisória, constitui execução antecipada da pena, o que afronta os princípios constitucionais da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana (fl. 4).
Assevera que a negativa de aguardar o julgamento do recurso em liberdade viola o princípio da proporcionalidade.
Sustenta que a paciente não ostenta maus antecedentes e não representa risco de causar nenhum prejuízo ao processo.
Requer, em liminar e no mérito, a concessão de efeito suspensivo à pena imposta, permitindo que a paciente aguarde em liberdade o julgamento do seu recurso.
O pedido liminar foi indeferido às fls. 82/83.
Informações prestadas às fls. 88/99 e 100/104.
O Ministério Público Federal, às fls. 108/113, opinou pelo não conhecimento da impetração ou, pela denegação da ordem.
