Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 2. JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA DE BALNEÁRIO PIÇARRAS - SC (SUSCITADO), 1. JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DE PRAIA GRANDE - SP (SUSCITANTE)
- Advogados
- SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS, MAURÍCIO KOCHE (OAB 13739/SC)
CC 222027/SP (2026/0212546-7)RELATORA:MINISTRA DANIELA TEIXEIRASUSCITANTE:JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DE PRAIA GRANDE - SPSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA DE BALNEÁRIO PIÇARRAS - SCINTERESSADO:A L DE M PREPRESENTADO POR:B DE M DE SADVOGADO:MAURÍCIO KOCHE - SC013739INTERESSADO:I PADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M
DECISÃO
Cuida-se de conflito negativo de competência suscitado pelo Juízo de Direito da 1ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Praia Grande/SP, tendo por suscitado o Juízo de Direito da 1ª Vara da Comarca de Balneário Piçarras/SC.
Narra o suscitante que foi ajuizada ação de cumprimento de sentença pela genitora, representante da menor, referente à sentença proferida na ação de alimentos, originalmente distribuída na Comarca de Balneário Piçarras/SC. Afirma que, no curso do processo, a parte autora passou a residir em Praia Grande/SP, o que motivou a declinação da competência pelo Juízo suscitado.
Aduz que, entretanto, na hipótese em julgamento, não caberia a declinação de competência, em respeito a regra da perpetuatio jurisdictionis (e-STJ fls. 125-128).
O suscitado, a seu turno, sustenta que a mudança de domicílio da alimentanda e de sua genitora determina a declinação de competência, nos termos do art. 53, I, a, do CPC e art. 147 do ECA (e-STJ fl. 121).
É o relatório.
Decido.
Dispõe o art. 105, I, d, da CRFB/88 que "Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I - processar e julgar, originariamente (...) d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o disposto no art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos".
O Juiz natural é garantia constitucional das partes, expressa no art. 5º, inciso LIII, da Constituição Federal, que dispõe que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”.
