Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (IMPETRADO), 1. MADSON RODRIGO DE AQUINO MELO (IMPETRANTE)
- Advogado
- MADSON RODRIGO DE AQUINO MELO (OAB 37268/PE)
HC 1010605/PE (2025/0212583-1)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:MADSON RODRIGO DE AQUINO MELOADVOGADO:MADSON RODRIGO DE AQUINO MELO - PE037268IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCOPACIENTE:ANDRE SANTOS DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em benefício de ANDRE SANTOS DA SILVA apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (Apelação Criminal n. 0013592-05.2016.8.17.0810).
Depreende-se dos autos que o ora paciente foi condenado definitivamente, pela prática do crime previsto no art. 217-A, c/c os arts. 226, inciso Il, e 71, todos do Código Penal, à pena de 20 (vinte) anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
A defesa informa o trânsito em julgado da condenação.
Daí o presente habeas corpus, em que o impetrante sustenta nulidade de intimação da defesa, ao argumento de que "o art. 392, II, do Código de Processo Penal, prevê que a intimação acerca da sentença ou acórdão condenatórios, em se tratando de réu solto, será feita ao advogado constituído através da publicação, no entanto, no caso em apreço as advogadas foram constituídas somente para apresentação das razões recursais, tendo exaurido seu mandato e sua atuação, resta imprescindível a intimação do apelado no caso concreto" (e-STJ fl. 6).
Sustenta, ainda, que as "instâncias de origem reconheceu a incidência causa de aumento do art. 226, II do CP e do art. 71 do CP, sem ter, porém, declinado qualquer fundamento concreto para justificar a aplicação sucessiva do aumento de 1/2 e 2/3 cumulativamente" (e-STJ fl. 9).
Ao final, requer, liminarmente, a suspensão do processo, para que não seja expedido mandado de prisão em desfavor do paciente.
No mérito, busca o reconhecimento da "nulidade processual nos termos do art. 564, III, alínea “o” do CPP, em razão da falta de intimação pessoal do paciente, que conforme acima aduzido, estava sem deveria tomar ciência do acórdão que redimensionou sua pena, e o consequente retorno do prazo recursal, e a desconstituição do transito em julgado certificado nos autos" (e-STJ fl. 7) e, subsidiariamente, o redimensionamento da pena.
