Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (EMBARGADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EMBARGADO), 1. EDIVALDO COELHO MACHADO (EMBARGANTE)
- Advogado
- LUIZ GUSTAVO THOMSEN (OAB 65010/SC)
EDcl nos HC 1012045/SC (2025/0220847-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIOREMBARGANTE:EDIVALDO COELHO MACHADOADVOGADO:LUIZ GUSTAVO THOMSEN - SC065010EMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALEMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Por meio da decisão de fls. 37/39, indeferi liminarmente o habeas corpus impetrado em favor de E C M, nestes termos:
Este writ não tem cabimento, por consubstanciar substitutivo do recurso próprio, tratando-se de indevida subversão do sistema recursal.
Afora isso, os autos estão inadequadamente instruídos, uma vez que não foi juntada, por exemplo, cópia da decisão monocrática que não conheceu da revisão criminal. É consabido que o habeas corpus não se presta à dilação probatória, exige prova pré-constituída das alegações, e é ônus do impetrante instruir o feito com toda a documentação necessária ao exame do arrazoado na inicial no momento do ajuizamento do writ, sobretudo quando se tratar de advogado constituído.
Ademais, o acórdão combatido está em consonância com o entendimento consolidado desta Corte de que a condenação, por si só, não pode ser considerada como prejuízo, pois, para tanto, caberia ao [acusado] demonstrar que a nulidade apontada, acaso não tivesse ocorrido, ensejaria sua absolvição, situação que não se verifica os autos (AgRg no AREsp n. 1.637.411/RS, Relator Ministro FELIX FISCHER, Quinta Turma, julgado em 26/5/2020, DJe 3/ 6/2020). (AgRg no AREsp n. 2.322.796/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 23/5/2023, DJe de 29/5/2023) – (AgRg no AREsp n. 2.262.048/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 18/9/2023, DJe de 20/9/2023).
Com efeito, o fato de a defensora, à época, ter deixado de arrolar determinadas testemunhas não autoriza, por si só, a presunção de negligência profissional. Isso porque, por dever de fidelidade processual, não se exige do causídico a adoção de providências que, segundo seu juízo técnico, se revelem inócuas ou irrelevantes para o desfecho da causa. A caracterização de eventual falha técnica pressupõe a demonstração de que o patrono tinha conhecimento de elemento probatório relevante e, ainda assim, deixou injustificadamente de requerer sua produção, ocasionando prejuízo concreto à defesa.
