Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1012247/SP (2025/0221175-0)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ALEXANDRE SCHOCAIR SALDANHACORRÉU:SIDNEY RODRIGUES DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de ALEXANDRE SCHOCAIR SALDANHA, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento da APELAÇÃO CRIMINAL n. 1505829-36.2020.8.26.0114.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 1 ano e 2 meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, além do pagamento de 11 dias-multa, pela prática do crime tipificado no art. 171 do Código Penal - CP.
O Tribunal de origem negou provimento às apelações interpostas pelo paciente e pelo Parquet estadual, nos termos do acórdão que restou assim ementado:
"DIREITO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. ESTELIONATO. FURTO QUALIFICADO. RECURSOS NÃO PROVIDOS.
I. Caso em Exame
1. Apelações interpostas pelo Ministério Público e por um dos réus contra sentença que o condenou por estelionato e absolveu o corréu da acusação de furto qualificado, ambos na Comarca de Campinas.
II. Questão em Discussão
2. A questão em discussão consiste em determinar se há provas suficientes para condenar o réu absolvido por furto qualificado e se o corréu condenado tem direito à suspensão condicional do processo.
III. Razões de Decidir
3. O conjunto probatório não permite afirmar, com a certeza exigida, a participação do réu absolvido no furto qualificado, prevalecendo o princípio da presunção de inocência.
4. Quanto ao réu condenado, a tentativa de oferta de acordo de não persecução penal, benefício mais amplo, foi realizada, mas não aceita, configurando preclusão, tendo o representante do Ministério Público apanhado, nas contrarrazões, o motivo pelo qual entendia não cabível, na espécie, a suspensão condicional do processo.
