Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. ANTONIO CASSIANO DE SOUZA (IMPETRANTE)
- Advogados
- ANTONIO CASSIANO DE SOUZA (OAB 21684/MT), JESSIKA ORACIO SILVA (OAB 21888/MT)
HC 1103779/MT (2026/0223415-8)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ANTONIO CASSIANO DE SOUZAADVOGADOS:ANTONIO CASSIANO DE SOUZA - MT021684OJESSIKA ORACIO SILVA - MT021888OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:VINICIUS FREITAS VIEIRAINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de VINICIUS FREITAS VIEIRA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1023386-54.2026.8.11.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, decorrente da suposta prática dos delitos capitulados no art. 24-A, caput, da Lei n. 11.340/2006; e nos arts. 147-A, caput, e 218-C, caput, ambos do Código Penal.
Em suas razões, sustentam os impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP, afirmando ausência de lastro probatório concreto e idôneo para a segregação cautelar, por se apoiar em elementos frágeis como “prints” de mensagens e em narrativa não corroborada de suposta invasão de rede social, inclusive contrariada por decisão anterior que indeferiu medidas por falta de prova.
Alegam que não estão presentes as condições de admissibilidade do art. 313 do aludido diploma normativo, destacando que a pena máxima em abstrato dos tipos penais invocados não supera 4 (quatro) anos e que o paciente é primário, o que afastaria a incidência do inciso I do referido artigo.
Argumentam que a segregação processual se encontra despida de fundamentação idônea, por reproduzir fundamentos genéricos e não enfrentar as teses defensivas, limitando-se a referir risco abstrato e reiteração não comprovada, sem análise crítica dos elementos constantes dos autos.
Defendem que há nulidade substancial dos atos por ausência de ciência válida das medidas protetivas, uma vez que a intimação por edital teria sido realizada sem o esgotamento prévio das diligências mínimas e sem decisão judicial autônoma e expressa para justificar a excepcionalidade do ato, tornando ilegítima a imputação de descumprimento do -A da .
