Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. SILVIO BARBOSA FERRARI (IMPETRANTE)
- Advogado
- SILVIO BARBOSA FERRARI (OAB 373138/SP)
HC 1012831/SP (2025/0225068-6)RELATOR:MINISTRO CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)IMPETRANTE:SILVIO BARBOSA FERRARIADVOGADO:SILVIO BARBOSA FERRARI - SP373138IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ISRAEL FARIA DE SOUSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Em petição de habeas corpus impetrado em favor de I. F. D. S., alega-se coação ilegal em relação ao acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 16):
“Apelação criminal. Estupro de vulnerável. Autoria. Prova. Depoimento da vítima. Ausentes razões concretas e mais fortes para dela suspeitar, há de se valorizar de modo positivo a palavra da vítima, notadamente em agressões sexuais que, comumente, impõem a ela um contato mais direto com o agente da conduta criminosa e, especialmente, quando seu relato acusatório se mostra íntegro, minucioso e bem sustentado por diversos outros momentos da prova.”
Consta dos autos que o paciente foi condenado, em primeira instância, pela prática de estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A, caput, c/c o artigo 226, inciso II, na forma do artigo 71, todos do Código Penal, com pena de 23 anos e 4 meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, além de indenização por danos morais.
O Tribunal de Justiça de São Paulo, em acórdão recorrido, deu parcial provimento ao recurso defensivo, reduzindo a pena para 20 anos de reclusão e a indenização para cinco salários-mínimos, mantendo a condenação e assegurando ao acusado que aguarde em liberdade o trânsito em julgado de sua condenação.
No presente writ, o impetrante sustenta que há evidente constrangimento ilegal, pois a condenação se sustenta exclusivamente no depoimento da vítima, sem outras provas autônomas que possam corroborá-lo, havendo também contradições e ausência de perícias essenciais.
A defesa argumenta que as mensagens trocadas entre o acusado e a vítima foram descontextualizadas e que a perícia realizada não encontrou conteúdo relacionado a assédio sexual ou estupro de vulnerável.
