Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. FELIPE DE SOUZA MARAIA (IMPETRANTE)
- Advogados
- FELIPE DE SOUZA MARAIA (OAB 383726/SP), MATHEUS VIEIRA ESTRAVINI (OAB 484661/SP)
HC 1014116/SP (2025/0230695-2)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:FELIPE DE SOUZA MARAIAADVOGADOS:FELIPE DE SOUZA MARAIA - SP383726MATHEUS VIEIRA ESTRAVINI - SP484661IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ANDERSON DE JESUSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de A DE J.
Na inicial, o impetrante registra que (fl. 2):
"Impetra-se o writ em decorrência de decisão singular do Desembargador Relator do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – SP, e pelo Douto Magistrado de Primeiro grau, proferido nos Autos dos processos n° 1500193-28.2023.8.26.0553 (Primeiro Grau)."
Consta dos autos que o paciente foi condenado, em primeira instância, ao cumprimento da pena de 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, por infração ao artigo 217-A, caput, do Código Penal (fl. 538).
A defesa interpôs apelação criminal ao Tribunal de Justiça, que negou provimento à insurgência (fls. 540-550).
Na presente impetração, a defesa alega que a condenação foi baseada exclusivamente na palavra da suposta vítima, uma menor de 13 anos à época dos fatos, sem corroboração probatória material, como exame de corpo de delito ou laudo pericial (fls. 3-4).
Sustenta que houve flagrante forjado, com manipulação de prova por policial militar, que utilizou o celular da vítima para simular uma conversa com o réu, configurando violação aos princípios do contraditório e da presunção de inocência (fls. 4-5).
Afirma que a Revisão Criminal foi indeferida liminarmente por vício de representação, tornando o indeferimento nulo e exigindo reexame da matéria (fl. 6).
Aduz que a prisão do paciente decorreu de flagrante preparado, ofendendo o princípio da lealdade processual e configurando prova ilícita, nos termos da Súmula 145 do STF e do art. 157 do Código de Processo Penal (fls. 7-8).
