Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. SAVIA FRANCO DE MORAIS (IMPETRANTE)
- Advogados
- VICTOR HUGO PALITOT ANDRADE (OAB 483136/SP), JULIANA SCOTTI SANTOS (OAB 416779/SP), CINTHYA SABRINA BUARQUE DE ALMEIDA SIQUEIRA (OAB 394264/SP), SÁVIA FRANCO DE MORAIS (OAB 449489/SP)
HC 1014909/SP (2025/0235069-4)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:SAVIA FRANCO DE MORAISADVOGADOS:CINTHYA SABRINA BUARQUE DE ALMEIDA SIQUEIRA - SP394264JULIANA SCOTTI SANTOS - SP416779SÁVIA FRANCO DE MORAIS - SP449489VICTOR HUGO PALITOT ANDRADE - SP483136IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:GUSTAVO HENRIQUE MOREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de GUSTAVO HENRIQUE MOREIRA, contra acórdão Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado como incurso no artigo 311, § 2º, inciso III, do Código Penal, à pena de 03 anos e 06 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 11 dias-multa.
O Tribunal de origem negou provimento à apelação defensiva, nos termos da seguinte ementa:
“DIREITO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. RECURSO DESPROVIDO.
I. Caso em Exame
O apelante foi condenado por infração ao artigo 311, § 2º, inciso III, do Código Penal, à pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 11 dias-multa. O réu apelou pedindo a absolvição ou, subsidiariamente, a fixação do regime aberto para cumprimento da pena.
II. Questão em Discussão
2. A questão em discussão consiste em determinar se o réu tinha conhecimento de que a motocicleta possuía sinais identificadores adulterados e remarcados. e se a fixação do regime semiaberto é adequada, considerando a reincidência.
III. Razões de Decidir
3. A materialidade e autoria do crime estão comprovadas por boletim de ocorrência, auto de apreensão, laudo pericial e prova oral.
4. A reincidência do réu justifica a manutenção do regime semiaberto, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que impede a fixação do regime aberto para réus reincidentes.
