Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
HC 1106062/MG (2026/0237571-0)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAISADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAISIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:I G P DE SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de I G P S, adolescente submetido à medida socioeducativa, inicialmente de semiliberdade e, posteriormente, recrudescida para internação por acórdão proferido na Apelação Criminal n. 1.0000.25.503520-6/001, oriunda do Processo n. 5227206-68.2024.8.13.0024, da comarca de Belo Horizonte/MG.
A impetrante aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que deu provimento à apelação ministerial para impor a medida socioeducativa de internação pelo prazo máximo de três anos, com reavaliação semestral.
Alega ausência de fundamentos concretos para a imposição da internação, sustentando que os atos infracionais são análogos aos crimes de tráfico de drogas e porte de arma de fogo, praticados sem violência ou grave ameaça à pessoa, inexistindo as hipóteses autorizadoras previstas no art. 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Afirma que não houve demonstração efetiva de reiteração de infrações graves nem de descumprimento reiterado e injustificável de medida anteriormente imposta, acrescentando que a semiliberdade encontrava-se em fase inicial de cumprimento, circunstância que impediria concluir pelo insucesso da intervenção socioeducativa.
Em caráter liminar, requer o desligamento da internação e o restabelecimento da medida de semiliberdade. No mérito, postula a concessão definitiva da ordem.
É o relatório.
A presente impetração é cabível, inexistindo óbices processuais ao exame da controvérsia.
A questão devolvida a esta Corte consiste em verificar se o acórdão recorrido observou os pressupostos legais para substituir a medida de semiliberdade pela internação.
Ao compulsar os autos, constato que não assiste razão à impetrante.
