Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (IMPETRADO), 1. ELDER DE JESUS ROZENDO (IMPETRANTE)
- Advogado
- ÉLDER DE JESUS ROZENDO (OAB 26331/MS)
HC 1016897/MS (2025/0245688-0)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:ELDER DE JESUS ROZENDOADVOGADO:ÉLDER DE JESUS ROZENDO - MS026331IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULPACIENTE:VERA LUCIA DOS REIS DA SILVAPACIENTE:FERNANDO FRANCO DE SOUZAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de V L DOS R DA S e F F DE S, no qual se aponta como órgão coator o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, que deu provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público, a fim de decretar a prisão preventiva, em razão de suposta prática dos crimes de estupro de vulnerável e tortura (Recurso em Sentido Estrito n. 0000087-49.2025.8.12.0040 - fls. 17/23), em apuração na Ação Penal n. 0900132-62.2024.8.12.0040, em curso na Vara Única da comarca de Porto Murtinho/MS.
A defesa sustenta a ausência de fundamentação idônea no decreto prisional, que não considerou as particularidades de cada paciente, e foi fundamentado apenas na gravidade abstrata dos crimes.
Afirma que a paciente V é mãe de outras quatro crianças menores, primária, não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e trabalho lícito, o que justificaria a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, conforme o art. 318, V, do CPP.
Aduz a ausência de provas que atestem que o paciente F transmitiu sífilis à vítima.
Pretende, assim, a concessão de prisão domiciliar à paciente V e a revogação da custódia do paciente F, ainda que com a aplicação de medidas cautelares alternativas.
Liminar indeferida (fls. 120/121) e informações prestadas (fls. 127/130), o Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do writ ou pela denegação da ordem (fls. 142/147).
É o relatório.
De acordo com reiteradas decisões desta Corte Superior, as prisões cautelares são medidas de índole excepcional, somente podendo ser decretadas ou mantidas caso demonstrada, com base em elementos concretos dos autos, a efetiva imprescindibilidade de restrição ao direito constitucional à liberdade de locomoção.
