Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA (IMPETRADO), 1. MARIO ANGELO GUARNIERI MARTINS (IMPETRANTE)
- Advogados
- MARIO ANGELO GUARNIERI MARTINS (OAB 15363/MS), LINYKER JÚNIOR FERREIRA DE OLIVEIRA (OAB 72484/BA)
HC 1024497/BA (2025/0292461-9)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:MARIO ANGELO GUARNIERI MARTINSADVOGADOS:MARIO ANGELO GUARNIERI MARTINS - MS015363LINYKER JÚNIOR FERREIRA DE OLIVEIRA - BA072484IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIAPACIENTE:JOSIMAR DOURADO OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de JOSIMAR DOURADO OLIVEIRA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 8039207-78.2025.8.05.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados no art. 218-B do Código Penal e no art. 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente, termos em que denunciado.
Sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto há excesso de prazo para formação da culpa e está ausente a contemporaneidade dos motivos ensejadores da custódia cautelar.
Alega que a segregação processual do paciente, com predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea, pois amparada na mera gravidade abstrata do delito e em depoimento isolado de uma adolescente, e não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP.
Argumenta que o Ministério Público emitiu parecer favorável à revogação da prisão e o paciente encerrou voluntariamente as atividades do estabelecimento supostamente ligado aos fatos.
Afirma revelarem-se adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do aludido diploma legal.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
