Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. EDILSON TOMAZ JESUS (IMPETRANTE)
- Advogado
- EDILSON TOMAZ DE JESUS (OAB 142440/SP)
HC 1025235/SP (2025/0295976-1)RELATORA:MINISTRA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:EDILSON TOMAZ JESUSADVOGADO:EDILSON TOMAZ DE JESUS - SP142440IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:GABRIEL SOUZA DE GUSMAO RODRIGUESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de GABRIEL SOUZA DE GUSMAO RODRIGUES, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, no julgamento do Agravo de Execução Penal n. 0008307-88.2025.8.26.0996 assim ementado (fl. 8):
DIREITO PENAL. AGRAVO EM EXECUÇÃO. LIVRAMENTO CONDICIONAL. RECURSO MINISTERIAL PROVIDO.
I. Caso em Exame. 1. Agravo em execução interposto pelo Ministério Público contra decisão que concedeu livramento condicional ao sentenciado, que cumpre pena de 12 anos, 7 meses e 20 dias por roubo majorado, corrupção de menores, furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo. O Ministério Público sustenta que o agravado não preenche o requisito subjetivo devido a falta disciplinar e a necessidade de vivência prévia no regime intermediário.
II. Questão em Discussão. 2. A questão em discussão consiste em (i) verificar se a permanência no regime intermediário é requisito para concessão de livramento condicional e (ii) avaliar o preenchimento do requisito subjetivo para concessão do benefício.
III. Razões de Decidir. 3. A permanência no regime intermediário não é requisito para concessão de livramento condicional, conforme entendimento do STJ e artigo 83 do Código Penal. 4. O histórico prisional do sentenciado, com prática de novos delitos enquanto usufruía do regime aberto, demonstra ausência de mérito subjetivo para concessão do livramento condicional. 5. Necessidade de sopesar todo o histórico prisional para valoração do comportamento carcerário, em consonância com o Tema 1161 do STJ.
IV. Dispositivo e Tese. 6. Recurso provido. Tese de julgamento: 1. A permanência no regime intermediário não é requisito para livramento condicional. 2. O histórico prisional deve ser considerado na análise do mérito para concessão do benefício.
O Juízo de primeiro grau concedeu o livramento condicional ao paciente. Inconformado, o Ministério Público interpôs agravo de execução. O Tribunal de Justiça do Estado deu provimento ao recurso ministerial, cassando o livramento condicional e determinando o retorno do paciente ao regime prisional anterior.
