Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 2. JUIZO DE DIREITO DA VARA ADJUNTA DE EXECUÇÕES CRIMINAIS DE ERECHIM - RS (SUSCITADO), 1. JUÍZO DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DE ITAPEMA - SC (REMETENTE)
- Advogado
- SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
CC 222969/SC (2026/0297465-6)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOREMETENTE:JUÍZO DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DE ITAPEMA - SCSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA VARA ADJUNTA DE EXECUÇÕES CRIMINAIS DE ERECHIM - RSINTERESSADO:CARMEN HAUCK TORTELLIADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000MINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de conflito negativo de competência instaurado entre o JUÍZO DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DE ITAPEMA/SC, na qualidade de suscitante, e o JUÍZO DE DIREITO DA VARA ADJUNTA DE EXECUÇÕES CRIMINAIS DE ERECHIM/RS, na qualidade de suscitado, referente ao Processo de Execução Criminal n. 0017796-76.2018.8.21.0013, autuado para cumprimento das reprimendas impostas à apenada Carmen Hauck Tortelli.
Consta dos autos que a executada foi condenada, originariamente na Comarca de Erechim/RS, à pena de 5 anos de reclusão em regime semiaberto na Ação Penal n. 0032852-33.2010.8.21.0013, pela prática do delito tipificado no art. 1º, inciso II, da Lei n. 8.137/1990. Posteriormente, sobreveio nova condenação nos autos da Ação Penal n. 0024274-13.2012.8.21.0013, à pena de 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, também em regime semiaberto, pelo mesmo crime funcional contra a ordem tributária.
Realizada a unificação das penas, a reprimenda total alcançou o patamar de 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, ensejando a fixação de regime prisional inicialmente fechado para o desconto da sanção.
Em razão de requerimento formulado pela defesa, o juízo prolator da condenação determinou a instauração de incidente de insanidade mental, suspendendo, por conseguinte, o cumprimento do mandado de prisão expedido contra a sentenciada.
Com a indicação de que a condenada possuía residência na Comarca de Itapema/SC, os autos da execução penal foram remetidos ao Juízo catarinense.
Ao receber o feito, o Juízo de Direito da Vara Criminal de Itapema/SC recusou a competência e suscitou o presente incidente perante este Superior Tribunal de Justiça. Sustentou, em síntese, que a mera indicação de domicílio da ré em Comarca diversa não opera o deslocamento automático da competência para a execução da pena privativa de liberdade em regime fechado, sobretudo quando o cumprimento sequer teve início e pendem atos periciais no incidente instaurado pelo juízo da condenação.
