Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. ROSANGELA FERREIRA DE FREITAS (IMPETRANTE)
- Advogados
- ROSANGELA FERREIRA DE FREITAS (OAB 306958/SP), ALEX SANDRO BARBOSA DA SILVA (OAB 445330/SP), OTAVIO GOMES JERÔNIMO (OAB 199077/SP), WILSON MANFRINATO JÚNIOR (OAB 143756/SP)
HC 1026104/SP (2025/0300327-1)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ROSANGELA FERREIRA DE FREITASADVOGADOS:WILSON MANFRINATO JÚNIOR - SP143756OTAVIO GOMES JERÔNIMO - SP199077ROSANGELA FERREIRA DE FREITAS - SP306958ALEX SANDRO BARBOSA DA SILVA - SP445330IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:CARLA GLORIA DO AMARAL BARBOSA VIDEIRAOUTRO NOME:CARLA GLORIA DO AMARAL BARBOSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de CARLA GLORIA DO AMARAL BARBOSA VIDEIRA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2241994-19.2025.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante da paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente de suposta prática do delito capitulado no art. 218-B do Código Penal.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto as provas foram obtidas de forma ilegal, com violação das prerrogativas da advocacia e ausência de autorização judicial específica para acesso aos dados do celular da paciente, sem olvidar no manuseio prévio por terceiros (Conselho Tutelar), bem como a quebra da cadeia de custódia, o que compromete a validade da prova.
Alega que a segregação processual da paciente encontra-se despida de fundamentação idônea, pois amparada na mera gravidade abstrata do delito.
Discorre que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do Código de Processo Penal.
Argumenta que revelam-se adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do Código de Processo Penal.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais e, ainda, a declaração de nulidade das provas obtidas no aparelho celular da paciente e de todos os atos dela derivados.
