Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. DAN KENNER DE OLIVEIRA EXPEDITO (IMPETRANTE), 2. DAN KENNER OLIVEIRA EXPEDITO (IMPETRANTE), 3. DAN KENNER OLIVEIRA EXPEDITO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DAN KENNER OLIVEIRA EXPEDITO (OAB 158251/MG)
HC 1115604/MG (2026/0302132-5)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:DAN KENNER DE OLIVEIRA EXPEDITOIMPETRANTE:DAN KENNER OLIVEIRA EXPEDITOIMPETRANTE:DAN KENNER OLIVEIRA EXPEDITOADVOGADO:DAN KENNER OLIVEIRA EXPEDITO - MG158251IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:P M DE P SCORRÉU:I J DE P TINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de P. M. DE P. S., em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1.0000.26.450095-0/000.
Consta dos autos que, em 3.6.2026, foi proferida sentença que aplicou medida socioeducativa de internação ao paciente pela prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 157, § 2º, II, e § 2º-A, I, do Código Penal, determinando-se a execução provisória.
O impetrante narra que o paciente respondeu à instrução em liberdade por mais de quatro meses e foi apreendido em 12.7.2026, após a expedição de mandado de busca e apreensão, sendo encaminhado ao Centro Socioeducativo de Alfenas/MG.
Sustenta que seria caso de superar o óbice da Súmula n. 691 do STF, por teratologia e flagrante ilegalidade na decisão monocrática do Tribunal de origem, que teria indeferido a liminar sem o devido enfrentamento das teses defensivas.
Afirma que a decisão monocrática teria violado o dever de fundamentação, por se limitar a transcrever trechos da sentença e afirmar genericamente a inexistência de vedação legal à execução provisória, sem enfrentar a aplicação da Súmula n. 492 do STJ, o distinguishing do HC n. 346.380/SP e a condição de pai de lactente do paciente.
Argumenta que a manutenção da execução provisória da internação careceria de demonstração de necessidade cautelar contemporânea, pois o paciente respondeu ao processo em liberdade por meses sem intercorrências, inexistindo periculum in mora, e o próprio Relator na origem teria reconhecido a insuficiência de elementos para decidir, o que imporia solução em favor da liberdade.
