Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. LUCAS EDUARDO PEREIRA OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- LUCAS EDUARDO PEREIRA OLIVEIRA (OAB 464210/SP)
HC 1116980/SP (2026/0312458-9)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:LUCAS EDUARDO PEREIRA OLIVEIRAADVOGADO:LUCAS EDUARDO PEREIRA OLIVEIRA - SP464210IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ANGELO BRESSANI NETOCORRÉU:MIGUEL TRAJANO DE LIMACORRÉU:LAYANA DA SILVA GALVAOCORRÉU:JOAO PEDRO SANTOS CAIRESCORRÉU:JULIO CESAR LUCASCORRÉU:JOSE ANTONIO IZIDIO DE NOVAISCORRÉU:GUSTAVO FELIPE VIDOTOCORRÉU:MARCO ANTONIO SANTOS PINHEIROCORRÉU:MAYCON RODRIGO DE SANTANACORRÉU:ROBSON DOS SANTOS GYORFICORRÉU:JOAO PEDRO SEDDIG NORBERTOCORRÉU:LUCAS ANTONIO ALVES DE ALCANTARAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ANGELO BRESSANI NETO, no qual se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2186018-90.2026.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, decorrente de suposta prática do delito capitulado no art. 35, caput, da Lei n. 11.343/2006, termos em que denunciado, tendo sido mantida após o encerramento da instrução, com referência expressa do Juízo de origem à reapreciação apenas por ocasião da sentença.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto o Tribunal de origem teria suprido, indevidamente, a ausência de fundamentação da decisão que manteve a prisão preventiva, em violação do dever de motivação exigido pelo art. 93, IX, da Constituição Federal e pelos arts. 315 e 316 do Código de Processo Penal.
Alega que está ausente a contemporaneidade e a fundamentação concreta para a manutenção da custódia após o encerramento da instrução, sem indicação de fatos novos ou risco atual à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, em ofensa aos arts. 312, 315 e 316 do Código de Processo Penal.
Defende que houve indevida postergação da reavaliação da prisão para momento futuro e incerto, esvaziando o comando do do Código de Processo Penal, pois o juízo consignou que apenas na sentença voltaria a examinar a necessidade da medida extrema.
