Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DAIANE MARIA DE OLIVEIRA MENDES (IMPETRANTE)
- Advogado
- DAIANE MARIA DE OLIVEIRA MENDES (OAB 345738/SP)
HC 1030443/SP (2025/0324033-2)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:DAIANE MARIA DE OLIVEIRA MENDESADVOGADO:DAIANE MARIA DE OLIVEIRA MENDES - SP345738IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:DANIEL SOSSAIINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de D S, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento da Apelação Criminal n. 1500306-03.2018.8.26.0538.
Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 4 anos e 6 meses de reclusão no regime semiaberto e pagamento de 15 dias-multa, como incurso nas sanções dos arts. 240 e 241-B, do Estatuto da Criança e Adolescente, na forma do art. 69 do Código Penal.
A apelação criminal interposta pela defesa teve o provimento negado pelo Tribunal estadual, nos termos da seguinte ementa (e-STJ fl. 30):
Apelação criminal. Armazenamento de imagens pornográficas infanto-juvenis. Autoria. Prova. Depoimento da vítima. Ausentes razões concretas e mais fortes para dela suspeitar, há de se valorizar de modo positivo a palavra da vítima, notadamente em imputações de natureza libidinosa que, comumente, impõem a ela um contato mais direto com o agente da conduta criminosa.
Os embargos de declaração opostos na sequência foram rejeitados.
Daí o presente writ, no qual a defesa alega ilicitude da prova digital por quebra da cadeia de custódia, sustentando que houve acesso, cópia/print e alteração de arquivos digitais antes da perícia oficial, sem observância das fases formais de preservação e sem geração de hash ou documentação idônea, o que contaminaria os elementos utilizados para fundamentar a condenação.
Sustenta que o regime inicial foi fixado de forma automática pelo art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal, sem motivação concreta, sendo possível a fixação do regime aberto com base no § 3º do art. 33, consideradas as circunstâncias judiciais favoráveis.
