Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. ERICK VINICIUS CORREA DA COSTA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ERICK VINICIUS CORREA DA COSTA (OAB 24577/MT)
HC 1030745/MT (2025/0325605-0)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:ERICK VINICIUS CORREA DA COSTAADVOGADO:ERICK VINICIUS CORREA DA COSTA - MT024577OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:ARILDO OSVALDO DA CONCEICAOCORRÉU:ANITA CONCEICAO DA SILVAINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ARILDO OSVALDO DA CONCEICAO, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (Revisão Criminal n. 1011991-02.2025.8.11.0000).
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 7 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 758 dias-multa, como incurso no art. 33, caput, c/c o art. 40, III, da Lei n. 11.343/2006 (fl. 3). A condenação decorreu da acusação de que o paciente teria induzido sua companheira a introduzir 157,97 g de maconha no interior de unidade prisional, com o objetivo de repassá-la a outro detento. A droga foi interceptada antes de ingressar no presídio (fls. 3/4).
A defesa sustenta que a conduta atribuída ao paciente é atípica, pois não ultrapassou o campo do ato preparatório, sendo insuficiente para configurar o início de execução do delito. Argumenta que a droga foi interceptada antes de chegar ao destinatário final e que o paciente não teve posse ou controle sobre a substância (fls. 4/9).
Afirma que o acórdão recorrido contraria entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça, que reconhece a atipicidade de condutas semelhantes, nas quais não há início de execução do iter criminis, mas apenas atos preparatórios impuníveis (fls. 9/11).
Alega, ainda, que a condenação imposta ao paciente viola os princípios da legalidade, da tipicidade penal e da presunção de inocência, ao ampliar indevidamente a interpretação do tipo penal previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006 (fls. 6/11).
Requer a concessão definitiva da ordem de habeas corpus para declarar a atipicidade da conduta imputada ao paciente, reconhecendo a inexistência de início de execução do delito tipificado no da , com a consequente absolvição, nos termos do , do Código de Processo Penal (fl. 15).
