Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
HC 1030810/PE (2025/0325954-7)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCOPACIENTE:JAIRO BATISTA DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de JAIRO BATISTA DA SILVA, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, em decorrência do julgamento da apelação criminal n. 0005088-03.2023.8.17.5001.
Consta nos autos que o paciente foi inicialmente condenado pelo Juízo da 9ª Vara Criminal da Comarca de Recife, pela prática de um roubo simples (art. 157, caput, do Código Penal) e um roubo majorado tentado (art. 157, § 2º-A, I, c.c. art. 14, II, do Código Penal), à pena definitiva de 15 (quinze) anos, 1 (um) mês e 3 (três) dias de reclusão, e 50 (cinquenta) dias-multa, sob o regime inicial fechado (fls. 52-63).
A defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, que deu provimento parcial ao recurso para reduzir a pena definitiva para 8 (oito) anos, 10 (dez) meses e 8 (oito) dias de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e 23 (vinte e três) dias-multa (fls. 11-26).
Na presente impetração, alega-se que a valoração negativa da culpabilidade, baseada exclusivamente no fato de o réu estar cumprindo pena em regime aberto, configura manifesta ilegalidade, caracterizando bis in idem com a circunstância agravante da reincidência, já aplicada na segunda fase da dosimetria (fls. 5-6). Afirma-se, ainda, que a fração de aumento aplicada na primeira fase da dosimetria foi superior a 1/6 para cada circunstância judicial desfavorável, sem fundamentação idônea, o que contraria o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça.
Pleiteia-se, assim, a aplicação da fração de 1/6 sobre o mínimo legal para a única circunstância judicial desfavorável mantida, qual seja, os antecedentes, redimensionando a pena-base para 4 anos e 8 meses (fls. 7-9).
Requer-se, ao final, a concessão da ordem para redimensionar a pena-base, adotando a fração de aumento de 1/6 sobre o mínimo legal, diante da incidência de uma única circunstância judicial desfavorável (fl. 9).
