Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1119163/SP (2026/0327431-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:J L DE F OCORRÉU:A V DE F OINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de J L DE F O em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 3010900-83.2026.8.26.0000.
Consta dos autos a internação provisória do paciente decorrente de suposta prática de ato infracional análogo ao delito capitulado no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, termos em que representado.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto não foi apresentada fundamentação idônea para a aplicação da medida socioeducativa de internação, já que não foi demonstrada a sua imperiosa necessidade, nos termos do art. 108, parágrafo único, do ECA, e, ainda, não estão presentes as hipóteses que autorizam a aplicação da medida extrema, previstas no art. 122 do aludido diploma legal.
Argumeneta que o paciente é primário, que o ato imputado não envolveu violência ou grave ameaça e inexiste reiteração infracional, bem como que foram desconsideradas medidas em meio aberto adequadas e suficientes.
Defende que foi violado o princípio da homogeneidade, porque, ausentes as hipóteses legais para internação definitiva, é desproporcional a manutenção da cautelar de internação provisória do paciente.
Expõe que houve afronta ao princípio da responsabilidade pessoal e da individualização, com indevida transferência ao paciente de circunstâncias do corréu que possui registros infracionais anteriores, embora o paciente seja primário.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da internação provisória ou a colocação do paciente em liberdade.
