Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
HC 1119345/ES (2026/0328571-6)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:PATRICK GONCALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de PATRICK GONCALVES, apontando como autoridade o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.
Consta dos autos que o paciente foi pronunciado pela suposta prática do delito previsto no art. 121, § 2º, incisos II, IV e VI, e § 2º-A, inciso I, c/c art. 14, inciso II, do Código Penal. Na decisão de pronúncia, o Juízo de primeiro grau revogou a prisão preventiva, considerando o tempo de custódia e a insubsistência dos motivos que haviam ensejado a segregação, e impôs medidas cautelares diversas da prisão (fls. 4-5).
Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito, o qual foi provido para restabelecer a prisão preventiva, sob o fundamento de que permaneciam presentes os requisitos dos arts. 312 e 313 do Código de Processo Penal, diante da gravidade concreta do delito e do modus operandi empregado, além da notícia de condenação recente do paciente pela prática de estupro de vulnerável, circunstância considerada indicativa do risco de reiteração delitiva (fls. 24-31).
Nesta impetração, a defesa sustenta a ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva e a insuficiência da fundamentação adotada pelo Tribunal de origem. Alega que a custódia estaria amparada na gravidade abstrata do delito e defende a suficiência das medidas cautelares diversas da prisão (fls. 2-22).
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão preventiva, com a expedição de alvará de soltura. Subsidiariamente, postula a substituição da custódia por medidas cautelares diversas da prisão (fls. 18-19).
É o relatório. DECIDO.
Inicialmente, destaco que o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso próprio, salvo nas hipóteses excepcionais de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia (AgRg no HC n. 1.044.713/SP, relatora Ministra Maria Marluce Caldas, Quinta Turma, julgado em 24/6/2026, DJEN de 16/7/2026.)
