Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. JOELMA BATISTA LEITE (IMPETRANTE)
- Advogados
- JOELMA BATISTA LEITE (OAB 406850/SP), MARCIANA MARTINS DA MATA (OAB 390320/SP)
HC 1031289/SP (2025/0328632-9)RELATORA:MINISTRA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:JOELMA BATISTA LEITEADVOGADOS:JOELMA BATISTA LEITE - SP406850MARCIANA MARTINS DA MATA - SP390320IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:DIEGO HENRIQUE IGNACIO DE SOUZAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de DIEGO HENRIQUE IGNÁCIO DE SOUZA, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cujo acórdão está assim ementado (fl. 29):
HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE REMIÇÃO POR APROVAÇÃO NO ENCCEJA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO.
1. O habeas corpus não pode, em regra, ser manejado para a solução de questões incidentais à execução, sob pena de desvirtuamento de sua finalidade, transformando- se em substituto de recursos legalmente previstos para impugnar determinadas decisões judiciais. Precedentes. Impetração não conhecida.
Consta dos autos que o paciente teve indeferido, pelo Juízo da Execução, o pedido de remição, sob o fundamento de que a certificação obtida no ENCCEJA não se enquadraria no art. 126 da Lei de Execução Penal, motivo pelo qual não lhe foi reconhecido qualquer abatimento de pena.
Contra tal decisão, foi impetrado prévio writ na origem, que não foi conhecido.
Neste writ, a defesa sustenta constrangimento ilegal, notadamente porque o paciente obteve aprovação em todas as disciplinas do exame, concluindo o ensino fundamental, circunstância que, nos termos do art. 126 da Lei de Execução Penal e da Resolução n. 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça, lhe assegura o direito à remição de 1.600 horas, acrescidas de 1/3.
Alega que a decisão deixou de aplicar norma mais benéfica expressamente prevista em lei, além de contrariar entendimento pacífico do egrégio Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, segundo os quais a aprovação no ENCCEJA enseja a remição integral da pena, com acréscimo pelo nível de ensino concluído.
