Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. NIKOLAS LIMA PESSOA DIAS (IMPETRANTE)
- Advogados
- NIKOLAS LIMA PESSOA DIAS (OAB 456809/SP), LUIZA FERNANDES BRANDÃO DE OLIVEIRA (OAB 204712/RJ)
HC 1120969/RJ (2026/0337915-0)RELATOR:MINISTRO ROGERIO SCHIETTIIMPETRANTE:NIKOLAS LIMA PESSOA DIASADVOGADOS:NIKOLAS LIMA PESSOA DIAS - SP456809LUIZA FERNANDES BRANDÃO DE OLIVEIRA - RJ204712IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:DANIEL SANTOS BENITEZ LOPEZINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
DANIEL SANTOS BENITEZ LÓPEZ alega sofrer coação ilegal diante de acórdão Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
Consta dos autos que o paciente cumpre 34 anos e 6 meses de reclusão pela prática de homicídio qualificado. Em 14/5/2025, o Juízo da Vara de Execuções Penais concedeu-lhe a progressão ao regime semiaberto.
O Ministério Público interpôs agravo em execução, ao qual o Tribunal de origem deu provimento para cassar o benefício.
A defesa sustenta, inicialmente, a nulidade do julgamento por violação ao sistema acusatório, ao contraditório e à proibição da decisão-surpresa. Afirma que, depois da sustentação oral e do pedido de vista formulado por integrante do órgão colegiado, o Desembargador Relator requisitou, de ofício, relatórios de inteligência e exames criminológicos acautelados em outro processo. Esses documentos haveriam sido juntados durante o julgamento e utilizados na formação da maioria, sem prévia oportunidade de manifestação defensiva.
Argumenta que a diligência configurou indevida atividade instrutória. Acrescenta que o emprego de elementos não submetidos ao contraditório implicou cerceamento de defesa.
No mérito, alega que o requisito objetivo foi implementado em 3/9/2021 e que o paciente apresenta comportamento carcerário excepcional, mais de mil dias de remição por trabalho e estudo, participação em cursos profissionalizantes e no projeto de remição pela leitura, além de aprovação em cursos superiores de Medicina.
Assevera que o acórdão se baseou em premissas fáticas equivocadas quanto ao histórico disciplinar. Esclarece que um procedimento administrativo foi considerado justificado pela Administração Penitenciária; o PAD n. 016/127/2021 foi anulado por esta Corte no HC n. 996.670/RJ; o PAD n. 009/127/2021 foi declarado nulo pelo Juízo da execução antes do julgamento do agravo; e a única falta remanescente, de natureza leve, data de 2019 e já estaria reabilitada.
