Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1032945/SP (2025/0337928-2)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:MARIA DA GRACA MONGINHO FRANCOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de MARIA DA GRACA MONGINHO FRANCO contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento do Agravo em Execução Penal n. 0012419-28.2025.8.26.0050.
Extrai-se dos autos que a paciente requereu a concessão de indulto com base no art. 9º, XV, do Decreto n. 12.338/2024, o que foi deferido pelo Juízo da Execução Penal, julgando extinta a punibilidade da apenada (fls. 24/26).
Irresignado, o Ministério Público Estadual interpôs agravo em execução penal, ao qual o Tribunal de origem deu provimento para cassar a decisão que concedeu o indulto à Paciente, nos termos do acórdão de fls. 10/17.
No presente writ, a parte impetrante sustenta que a paciente foi condenada por crime contra o patrimônio, sem violência ou grave ameaça, o que atende ao requisito previsto no art. 9º, XV, do Decreto n. 12.338/2024 para a obtenção do indulto. Além disso, salienta que o crime cometido não está no rol de impedimentos do art. 1º do referido normativo.
Aduz que o Decreto n. 12.338/2024 prevê que a reparação do dano não é necessária para pessoas assistidas pela Defensoria Pública. Argumenta que a paciente, por ser representada pela Defensoria Pública na fase de execução, está presumidamente em condição de hipossuficiência.
Refuta o argumento do Tribunal de origem de que a paciente possui capacidade financeira por ter sido representada por advogado particular na fase de conhecimento. Assevera que a capacidade financeira é transitória e que a condenação criminal dificulta a ascensão financeira da paciente.
Alega, ainda, que a paciente não cometeu falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto, não é integrante de facção criminosa, nem está submetida ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ou custodiada em estabelecimento penal de segurança máxima.
