Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1033145/SP (2025/0339671-4)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:J R S NINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de J R S N em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 3011860-73..2025.8.26.0000.
Consta dos autos a internação provisória do paciente, decorrente de suposta prática de ato infracional equiparado ao delito capitulado no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.
Em suas razões, sustenta o órgão impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a internação provisória do paciente não observou os parâmetros legais e jurisprudenciais exigidos para a decretação da medida, implicando em violação ao art. 108 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Alega que o paciente é absolutamente primário, conforme certidão de antecedentes juntada aos autos, e que não há comprovação de que ele se dedique a atividades criminosas ou integre organização criminosa, o que afastaria a hediondez do ato infracional e indicaria a possibilidade de reconhecimento do tráfico privilegiado.
Argumenta que a medida de internação provisória não é adequada, pois não foram intentadas medidas menos gravosas, como determina o ECA, e que a decisão que decretou a internação carece de fundamentação idônea, sendo amparada apenas na gravidade abstrata do ato infracional.
Defende que não há possibilidade de aplicação de medida de internação ao final do processo, uma vez que o caso não se enquadra nas hipóteses taxativas do art. 122 do ECA, o que torna a internação provisória incompatível com o princípio da homogeneidade das medidas cautelares, sobretudo pelo exposto na Sumula 492 do STJ.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da internação provisória do paciente.
