Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
HC 1034036/ES (2025/0344539-7)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:J E DOS S NINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de J. E. DOS S. N. no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (Apelação n. 0000786-42.2021.8.08.0056).
Depreende-se dos autos que, em primeiro grau, foi proferida sentença que extinguiu o processo em razão da superveniência da maioridade do paciente.
Foi dado provimento ao recurso de apelação interposto pelo Parquet para se determinar o prosseguimento do feito em acórdão assim ementado (e-STJ fls. 16/17):
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. APELAÇÃO CÍVEL. ATO INFRACIONAL. SUPERVENIÊNCIA DA MAIORIDADE PENAL. EXTINÇÃO PREMATURA DO PROCESSO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO PROVIDO. ANULAÇÃO DA SENTENÇA. RETORNO DOS AUTOS PARA O 1º GRAU.
I. CASO EM EXAME 1. Apelação cível interposta pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo contra sentença que extinguiu o processo de apuração de ato infracional, com fundamento na superveniência da maioridade penal, nos termos do 485, IV, do CPC.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. A questão em discussão consiste em definir se a superveniência da maioridade penal, no curso do procedimento de apuração de ato infracional, tem o condão de extinguir o feito por perda do interesse de agir e por decurso de tempo considerável entre o suposto cometimento do ato infracional e a prolação da sentença.
III. RAZÕES DE DECIDIR 3. A maioridade penal não interfere na continuidade do processo de apuração de ato infracional, tampouco impede a aplicação de medida socioeducativa, desde que o representado não tenha atingido 21 anos, conforme o art. 2º, parágrafo único, e art. 121, § 5º, do ECA.
4. O critério legal para definição do regime jurídico aplicável é a idade do agente na data do fato, segundo o , parágrafo único, do ECA.
