Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
HC 1123531/ES (2026/0354516-0)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:ADRIANO DE OLIVEIRA GUSMAOCORRÉU:PAULO RICARDO FERREIRA DIASCORRÉU:ALAN ABREU CORREAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ADRIANO DE OLIVEIRA GUSMÃO em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.
Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 7 anos, 5 meses e 11 dias de reclusão em regime semiaberto e de 171 dias-multa, como incurso nas sanções do art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal.
A impetrante sustenta que houve dupla valoração da mesma circunstância, pois a restrição de liberdade das vítimas, por amarração, foi usada para elevar a pena-base e, novamente, para aumentar a fração das causas de aumento.
Alega que a exasperação de 3/8 nas majorantes carece de motivação autônoma e concreta, defendendo que, afastado o bis in idem, deve ser aplicada a fração mínima de 1/3.
Assevera que a manutenção da valoração negativa das consequências do crime e o uso da mesma situação para majorar a pena afrontam os arts. 59 e 68 do Código Penal e os princípios da individualização e da proporcionalidade.
Afirma que, embora mencionada a violência física, não houve individualização suficiente desse dado para sustentar aumento superior ao mínimo legal sem repetir a mesma base fática já usada na pena-base.
Defende que a Súmula n. 443 do STJ foi invocada, mas não se pode justificar a fração de 3/8 apenas reproduzindo circunstância já valorada anteriormente.
Requer, liminarmente e no mérito, o redimensionamento da pena, com aplicação da fração mínima de 1/3 nas causas de aumento e, subsidiariamente, a exclusão da valoração negativa das consequências do crime.
É o relatório.
