Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (IMPETRADO), 1. FREDERICO DE NORONHA MONTEIRO (IMPETRANTE)
- Advogados
- MAYRA NICOLLE RODRIGUES FONTENELE (OAB 64857/DF), HELDER CESAR SOARES DE OLIVEIRA (OAB 57027/DF), FREDERICO DE NORONHA MONTEIRO (OAB 80234/DF)
HC 1125236/GO (2026/0365327-0)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:FREDERICO DE NORONHA MONTEIROADVOGADOS:HELDER CESAR SOARES DE OLIVEIRA - DF057027MAYRA NICOLLE RODRIGUES FONTENELE - DF064857FREDERICO DE NORONHA MONTEIRO - DF080234IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁSPACIENTE:CLEBERSON OSTERNES RODRIGUESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de CLEBERSON OSTERNES RODRIGUES em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5778936-43.2026.8.09.0011.
Consta dos autos a prisão em flagrante do paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente da suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 12 da Lei n. 10.826/2003 e 306, caput, do CTB.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a decisão está despida de fundamentação idônea, por apoiar-se na gravidade genérica do crime e na investigação ainda em curso acerca da dinâmica dos disparos que culminaram no óbito de terceiro, sem individualizar risco atual à ordem pública ou à aplicação da lei penal e a insuficiência das medidas cautelares diversas da prisão.
Defende que não estão presentes as condições de admissibilidade do art. 313 do CPP, porque as penas máximas devem ser consideradas individualmente para cada delito, não sendo cabível o somatório para superar o patamar de 4 (quatro) anos previsto no inciso I.
Expõe que os requisitos autorizadores do art. 312 do CPP também não foram cumpridos, pois o paciente possui condições pessoais favoráveis, não há notícia de reiteração delitiva, ameaça a testemunhas ou prejuízo à instrução, e a saída do local dos fatos ocorreu por ferimento e receio de represálias, sem intenção de fuga ou ocultação de provas.
Alega que a segregação cautelar viola o princípio da homogeneidade, dado que os crimes imputados são apenados com detenção e, em caso de condenação, o regime mais gravoso seria o semiaberto, tornando desproporcional a prisão preventiva.
