Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1038361/RJ (2025/0370954-2)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:M C S FPACIENTE:R DOS S DE JCORRÉU:M F DE N FINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de M. C. S. F. e R. DOS S. DE J., contra acórdão que negou provimento aos recurso de apelação defensivos, assim ementado (fls. 55-56):
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. APELAÇÕES. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE ROUBO MAJORADO PELO CONCURSO DE AGENTES E EMPREGO DE ARMA BRANCA. EM RELAÇÃO AO 1º APELANTE, CERTEZA DO COMETIMENTO DA CONDUTA QUE SE DÁ COM BASE EM PROVAS AUTÔNOMAS DIVERSAS DO RECONHECIMENTO FOTOGRÁFICO. APLICAÇÃO DE MSE DE SEMILIBERDADE QUE SE MANTÉM. ATO INFRACIONAL COMETIDO MEDIANTE VIOLÊNCIA E GRAVE AMEAÇA. RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS. I. CASO EM EXAME 1. Apelações defensivas contra sentença que julgou procedente a representação, aplicando aos adolescentes a MSE de semiliberdade pela prática do ato infracional análogo ao crime do art. 157, § 2º, II e VII, do CP. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. As questões em discussão consistem em analisar: (i) se a prova produzida se mostra suficiente para a procedência da representação em relação ao primeiro apelante; (ii) se é possível o abrandamento da MSE. II. RAZÕES DE DECIDIR 3. Incabível o efeito suspensivo. A procrastinação da execução da medida socioeducativa poderá causar dano aos sentenciados, na medida em que impediria as intervenções necessárias a ressocialização dos mesmos. Princípio da intervenção precoce. MSE que tem por objetivo reeducar e conferir proteção integral aos menores infratores. 4. Prova inequívoca de que os apelantes, em comunhão de ações e desígnios com outro adolescente, mediante grave ameaça e violência consistente no uso de uma faca, subtraíram o celular da vítima. 5. Materialidade e autoria suficientemente comprovadas. Embora o reconhecimento do 1º apelante não tenha sido confirmado em juízo e que o reconhecimento na delegacia tenha se dado por foto, há outros elementos probatórios que confirmam a autoria: (i) firmes e coerentes relatos da vítima no sentido de que havia um terceiro adolescente dando cobertura ao roubo; (ii) o trio foi apreendido em flagrante, logo após embarcar em um outro coletivo do BRT na mesma estação em que se deu o roubo, de posse do celular da vítima e de uma faca; (iii) o 1º recorrente admitiu a conduta ao ser ouvido perante o Ministério Público. 6. Impossível o abrandamento da MSE. Ato infracional cometido com violência e grave ameaça, o que ensejaria até mesmo a aplicação da MSE de internação. Mantém-se, portanto, a MSE de semiliberdade aplicada na sentença. IV. 7. Recursos conhecidos e desprovidos.
