Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE), TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (OAB 0000000/DF)
HC 968884/SP (2024/0478536-1)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:M R DE JPACIENTE:V T VINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de M R DE J e V T V, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, em razão do julgamento da apelação cível n. 1501316-60.2024.8.26.0348.
Consta dos autos que o Juízo da Vara do Júri, Execuções Criminais e Infância e Juventude da Comarca de Mauá, no processo de apuração de ato infracional n. 1501316-60.2024.8.26.0348, aplicou aos pacientes a medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado, em razão dos atos infracionais equiparados aos crimes previstos no artigo 157, § 2º, inciso II, e § 2º-A, inciso I, bem como no artigo 158, § 1º, todos combinados com o artigo 69, "caput", do Código Penal (fls. 41-45).
A defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou provimento ao recurso (fls. 12-33).
Na presente impetração, alega-se que a busca pessoal realizada pelos guardas civis municipais não estava amparada pelos limites legais, inexistindo fundada suspeita de que os adolescentes estivessem na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito (fl. 3).
Sustenta que a atuação da guarda municipal consistiu em atividade de policiamento ostensivo, sem ordem judicial, e que tal atuação viola o disposto no art. 244 do Código de Processo Penal, além de contrariar o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (fls. 6-9).
Pede a concessão de medida liminar para que os pacientes possam aguardar o julgamento em liberdade e, ao final, a concessão da ordem para reconhecer a ilegalidade da apreensão dos adolescentes e a consequente absolvição (fl. 10).
As informações foram devidamente prestadas (fls. 54-221 e 224-230).
