Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. DANIEL AMARAL PUGLIESE PEREIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- DANIEL AMARAL PUGLIESE PEREIRA (OAB 199267/RJ)
HC 1063589/RJ (2025/0508878-8)RELATOR:MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZIMPETRANTE:DANIEL AMARAL PUGLIESE PEREIRAADVOGADO:DANIEL AMARAL PUGLIESE PEREIRA - RJ199267IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:RAFAEL PIRES DE SOUZAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de RAFAEL PIRES DE SOUZA, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (Apelação Criminal n. 0512452-55.2015.8.19.0001).
Consta dos autos que o paciente foi condenado a 10 (dez) anos e 6 (seis) meses de reclusão no regime inicial fechado e a 6 meses de detenção no regime inicial semiaberto, como incurso nos arts. 129, § 9º, e 213 do Código Penal.
O impetrante afirma que a sentença condenatória seria contrária à prova dos autos por estar fundada em depoimentos comprovadamente falsos.
Sustenta que a vítima teria firmado declaração na qual ratifica que não teria sido estuprada, tendo sofrido apenas lesões corporais de natureza leve em razão de desentendimento com o acusado.
Alega não haver nos autos provas produzidas sob o crivo do contraditório capazes de comprovar a prática do delito de estupro.
Aduz que, embora o presente Habeas Corpus seja sucedâneo de revisão criminal, a impetração deveria ser conhecida diante da existência de flagrante ilegalidade e risco iminente à liberdade de locomoção do réu.
Requer, liminarmente, a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos ou, subsidiariamente, a suspensão da sua execução, com o recolhimento, até o julgamento definitivo do writ do mandado de prisão expedido em desfavor do paciente.
No mérito, pugna pela concessão da ordem para que seja confirmada a medida de urgência e reconhecida a ilegalidade da condenação do acusado.
É o relatório.
Decido.
O writ não merece prosseguir.
