Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (IMPETRADO), 1. TOMAS BRITO DE MORAES (IMPETRANTE)
- Advogados
- TOMAS BRITO DE MORAES (OAB 30184/CE), JÚLIO CÉSAR DA SILVA ALCÂNTARA FILHO (OAB 42160/CE)
HC 1064243/CE (2025/0510919-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:TOMAS BRITO DE MORAESADVOGADOS:TOMAS BRITO DE MORAES - CE030184JÚLIO CÉSAR DA SILVA ALCÂNTARA FILHO - CE042160IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁPACIENTE:RODRIGO DUARTE MENDESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de RODRIGO DUARTE MENDES, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (Apelação n. 0202561-32.2023.8.06.0303.
Consta dos autos que o paciente foi condenado a 10 (dez) anos, 5 (cinco) meses e 29 (vinte e nove) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos delitos capitulados nos arts. 213, § 1°, do Código Penal e 33, § 3°, da Lei n. 11.343/2006, sendo-lhe negado o direito de apelar em liberdade.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto não há indícios suficientes de autoria e materialidade da prática delitiva.
Aduz que a segregação processual do paciente, com predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea, não estando presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP.
Defende que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do CPP.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, o relaxamento da prisão cautelar ou sua revogação, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
Liminar indeferida às e-STJ fls. 104/105.
Prestadas as informações, o Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem (e-STJ fls. 134/138).
É o relatório.
Decido.
Pois bem. Compulsando o processo constato que a defesa não juntou aos autos cópia da decisão que decretou a prisão preventiva do paciente, a qual contém os motivos que levaram à decretação da custódia no início do feito – expressamente invocados na sentença condenatória –, providência essa que lhe incumbia, o que impede o exame da controvérsia.
