Publicacao/Comunicacao
Intimação - DESPACHO
HC 972622/MS (2024/0490388-8)
RELATOR: MINISTRO RIBEIRO DANTAS
IMPETRANTE: ELEUDI NARCISO DA SILVA
ADVOGADO: ELEUDI NARCISO DA SILVA - MS021684
IMPETRADO: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PACIENTE: JOSE ROBERTO DE SOUZA
INTERESSADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
DECISÃO Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de JOSE ROBERTO DE SOUZA, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (1416853-55.2024.8.12.0000). Consta dos autos que o paciente encontra-se preso preventivamente, em decorrência do suposto cometimento dos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Alega a impetrante que o paciente é idoso, portador de diversos problemas de saúde e comorbidades graves que representam risco à vida. Discorre acerca da necessidade de realização de exames médicos que até a presente data não foram realizados em razão de inércia do estabelecimento prisional. Sustenta que a conversão da prisão preventiva em domiciliar é medida razoável e proporcional para idosos e pessoas enfermas, como o paciente. Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão preventiva ou, alternativamente, a conversão para prisão domiciliar. É o relatório. Decido. O writ não merece prosseguir. A matéria aqui suscitada é também objeto do HC n. 961.571/MS. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, a obstar o prosseguimento do feito. Confira-se, a propósito, o seguinte julgado: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. MERA REITERAÇÃO DE WRIT ANTERIORMENTE IMPETRADO. INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS APTOS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. II - A matéria aqui suscitada é também objeto do HC n. 915483-PR. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, consoante o entendimento do Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. III- Não há manifesta ilegalidade ou teratologia identificadas. IV- É assente nesta Corte Superior que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a decisão vergastada pelos próprios fundamentos. Precedentes. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 921.248/PR, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 2/9/2024, DJe de 6/9/2024.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente este Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. Presidente
HERMAN BENJAMIN