Publicacao/Comunicacao
Intimação - DESPACHO
AREsp 2889113/SP (2025/0098328-2)
RELATOR: MINISTRO PRESIDENTE DO STJ
AGRAVANTE: ADELIA GALDINO DA SILVA
AGRAVANTE: ADRIANA DA SILVA RIBEIRO
AGRAVANTE: ANA MARIA FEITOSA DE BARROS
AGRAVANTE: ANTONIA TEODORA DOS SANTOS
AGRAVANTE: CAROLINE NASCIMENTO DE OLIVEIRA
AGRAVANTE: CELI ARANTES MARTINS
AGRAVANTE: CLAUDETE CABELLO JOSE
AGRAVANTE: DANIELA APARECIDA GUTIERREZ
AGRAVANTE: EDNALVA ALENCAR DE SOUZA
AGRAVANTE: ELAINE APARECIDA MONTEIRO
AGRAVANTE: ELIZABET LARA
AGRAVANTE: FATIMA APARECIDA RODRIGUES MALAFAIA
AGRAVANTE: GEORGINA BLUMER
AGRAVANTE: IRACY SANTOS MOREIRA
AGRAVANTE: JOANA MARIA DE OLIVEIRA
AGRAVANTE: LOURDES GONCALVES
AGRAVANTE: MARIA BATISTELLA PEREIRA
AGRAVANTE: MARIA JOSE BARRETO PEIQUE
AGRAVANTE: MARIA LUCIA STEFANI
AGRAVANTE: MARIA QUITERIA SANTIAGO DE ASSIS
AGRAVANTE: MARINALVA ANA DE ANDRADE SILVA
AGRAVANTE: MARINITA LOURENCO DE SOUZA
AGRAVANTE: MARTA APARECIDA TOFFOLETTO
AGRAVANTE: NOEMY DE CAMARGO EVANGELISTA
AGRAVANTE: PATRICIA FERREIRA BARBOSA
AGRAVANTE: ROSANGELA DA SILVA ANDRADE DEL MESTRE
AGRAVANTE: SONIA APARECIDA DA SILVA PRESTES
AGRAVANTE: SUELY MONTEIRO DE OLIVEIRA
ADVOGADOS: MAURO DEL CIELLO - SP032599
ANA CRISTINA ASSI PESSOA WILD VEIGA - SP196179
VICTOR DEL CIELLO - SP428252
AGRAVADO: ESTADO DE SÃO PAULO
AGRAVADO: SAO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV
ADVOGADOS: CARLOS HENRIQUE DE LIMA ALVES VITA - SP232496
CONRADO LUIZ RIBEIRO SILVA BARROS - SP464149
DECISÃO Cuida-se de Agravo em Recurso Especial apresentado por ADELIA GALDINO DA SILVA e OUTROS à decisão que inadmitiu Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Por meio da análise dos autos, verifica-se que a decisão agravada inadmitiu o Recurso Especial, considerando: ausência de afronta a dispositivo legal e Súmula 7/STJ. Entretanto, a parte agravante deixou de impugnar especificamente: Súmula 7/STJ. Nos termos do art. 932, III, do CPC e do art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno desta Corte, não se conhecerá do Agravo em Recurso Especial que "não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida". Conforme já assentado pela Corte Especial do STJ, a decisão de inadmissibilidade do Recurso Especial não é formada por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo, o que exige que a parte agravante impugne todos os fundamentos da decisão que, na origem, inadmitiu o Recurso Especial. A propósito: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp 746.775/PR, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Rel. p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe de 30.11.2018.) Ressalte-se que, em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182/STJ. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, c/c o art. 253, parágrafo único, I, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do Agravo em Recurso Especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino sua majoração em desfavor da parte agravante, no importe de 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. Presidente
HERMAN BENJAMIN