Publicacao/Comunicacao
Intimação - DESPACHO
AÇÃO PENAL Nº 5029338-09.2015.4.04.7000/PR
RÉU: JOAO JOSE DIOGO JUNIOR
ADVOGADO(A): PEDRO FARACO NETO (OAB PR071064)
RÉU: ADIB KADRI
ADVOGADO(A): ANNA MARIA ALVES DE ASSIS MENEGUINI (OAB SP165920)
ADVOGADO(A): FABIO RICARDO MENDES FIGUEIREDO (OAB MS005390)
ADVOGADO(A): CARLOS RAFAEL CAVALHEIRO DE LIMA (OAB SC038329)
RÉU: ALEXANDRE PEREIRA
ADVOGADO(A): GABRIEL MARTINS FURQUIM (OAB SP331009)
ADVOGADO(A): JOSE PEDRO SAID JUNIOR (OAB SP125337)
ADVOGADO(A): PAULO ANTONIO SAID (OAB SP146938)
RÉU: ALEXANDRE TEODORO DE SOUZA
ADVOGADO(A): FELIPE MELLO DE ALMEIDA (OAB SP211082)
RÉU: ANDERSON EDUARDO CRUZ DOS SANTOS
ADVOGADO(A): CLEBER NUNES ANDRADE (OAB SP139237)
ADVOGADO(A): CLEBER NUNES ANDRADE (OAB BA000944)
RÉU: CLAYTON RIBEIRO DA SILVA
ADVOGADO(A): OVIDIO NUNES FILHO (OAB SP043013)
ADVOGADO(A): BARBARA KRISTINE FERNANDES (OAB PR078902)
RÉU: CRISTIANE RODRIGUES
ADVOGADO(A): JULIO DA SILVA ROSA (OAB PR083941)
RÉU: DANIEL DIAS LOPES
ADVOGADO(A): JOAO MARCELO GRITTI (OAB SP218271)
ADVOGADO(A): ADILSON DE ALMEIDA LIMA (OAB SP146310)
RÉU: EDER ADRIANO BANZATTI
ADVOGADO(A): GIOVANA BISCALCHIM (OAB PR118654)
ADVOGADO(A): EMERSON THADEU VITA FERREIRA (OAB GO028410)
ADVOGADO(A): GABRIEL ALMEIDA ROSSI (OAB SP242995)
RÉU: JAIRO ALVES COSTA
ADVOGADO(A): ANTONIO MARCOS DE SOUZA (OAB SE008985)
ADVOGADO(A): CLESIO DE OLIVEIRA SOUZA (OAB SE006944)
RÉU: VANDERLINO RODRIGUES DOS SANTOS
ADVOGADO(A): CLEBER NUNES ANDRADE (OAB SP139237)
ADVOGADO(A): CLEBER NUNES ANDRADE (OAB BA000944)
RÉU: JULIO CEZAR TEODORO DE SOUZA
ADVOGADO(A): ANDERSON ALEXANDRINO CAMPOS (OAB SP267802)
RÉU: KLEBER ANTONIO SANDANIEL
ADVOGADO(A): AVELINO ROSA DOS SANTOS (OAB SP130023)
RÉU: LEONARDO BARBOSA DE SOUZA
ADVOGADO(A): THIAGO LUIS RODRIGUES TEZANI (OAB SP214007)
RÉU: LUIS FERNANDO PACHELLI
ADVOGADO(A): RUBENS GROFF FILHO (OAB SP145026)
ADVOGADO(A): HELIO ERCINIO DOS SANTOS JUNIOR (OAB SP169140)
RÉU: MANOEL FERNANDES DA SILVA
ADVOGADO(A): JULIO DA SILVA ROSA (OAB PR083941)
RÉU: NASSER KADRI
ADVOGADO(A): CARLOS RAFAEL CAVALHEIRO DE LIMA (OAB MS030566)
ADVOGADO(A): ANNA MARIA ALVES DE ASSIS MENEGUINI (OAB SP165920)
ADVOGADO(A): FABIO RICARDO MENDES FIGUEIREDO (OAB MS005390)
ADVOGADO(A): CARLOS RAFAEL CAVALHEIRO DE LIMA (OAB SC038329)
RÉU: SIMONE CAVALCANTE DE ASSIS
ADVOGADO(A): ANDERSON ALEXANDRINO CAMPOS (OAB SP267802)
RÉU: THIAGO SANDANIEL
ADVOGADO(A): AVELINO ROSA DOS SANTOS (OAB SP130023)
RÉU: VALDECI VIEIRA DA COSTA
ADVOGADO(A): CAMILA CRISTINA DO VALE (OAB SP269853)
ADVOGADO(A): FERNANDO SALVADOR NETO (OAB SP102428)
DESPACHO/DECISÃO
1. JOAO JOSE DIOGO JUNIOR foi condenado pela prática dos crimes previstos nos artigo artigo 2º da Lei nº 12.850/13 e artigo 1º, caput, c/c § 4º, da Lei nº 9.613/98, às penas de 07 (sete) anos de reclusão, no regime aberto, e 23 (vinte e três) dias-multa, no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente em 2014, atualizado desde então, bem como ao pagamento das custas processuais.
Intimada, a Defesa requereu a concessão de indulto da pena aplicada (ev. 2861).
Por sua vez, o MPF manifestou-se incompetência deste Juízo para a análise do pedido de indulto (ev. 2868).
Autos conclusos para análise.
Como bem ressaltado pelo MPF, a competência para o exame do pedido de indulto recai sobre o Juízo da execução penal, conforme disciplina o artigo 66, inciso III, alínea "f", da Lei nº 7.210/1984:
EMENTA: RECURSO CRIMINAL EM SENTIDO ESTRITO. INDULTO. INÍCIO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA EXECUÇÃO. NÃO CONHECIMENTO. 1. O marco inicial para execução das penas privativas de liberdade consiste no recolhimento do sentenciado à prisão e na expedição da respectiva guia de execução. 2. Fica afastada a exigência de encarceramento caso a medida se revele desnecessária ou desproporcional à condenação imposta. A partir da edição da Resolução CNJ nº 474/2002, passou-se a admitir a intimação do condenado a cumprir a pena com regime inicial aberto ou semiaberto. 3. O indulto é instituto afeto à execução da pena e, como tal, sua avaliação deve ficar restrita ao Juízo da execução penal, nos termos do artigo 66, III, alínea "f", da Lei nº 7.210/1984. 4. Ausente a instauração do processo de execução, o condenado carece de interesse para postular o indulto ao juízo da condenação e, por derivação, de interesse recursal contra eventual indeferimento do benefício. 5. Não conhecido o recurso criminal em sentido estrito. (TRF4 5006435-08.2019.4.04.7204, OITAVA TURMA, Relator MARCELO MALUCELLI, juntado aos autos em 24/04/2024)
Assim, considerando a prévia distribuição da execução penal da pena privativa de liberdade nos autos SEEU nº 90001614320264047000 (ev. 2904), incumbe a Defesa pleitear o indulto da pena junto ao Juízo de execução competente.
2. O art. 356-A da Consolidação Normativa da Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, quanto à cobrança de custas e multa, prevê o seguinte:
Art. 356-A. A pena de multa consiste na obrigação de pagamento de quantia em dinheiro fixada em sentença penal condenatória, aplicada de modo autônomo ou cumulativo a uma pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos, e destinada ao Fundo Penitenciário Nacional, criado pela Lei Complementar nº 79/1994, conforme requerimento do Ministério Público, nos termos do artigo 49 do Código Penal. (Incluído pelo Provimento nº 184/2025)
§ 1º Transitada em julgado a sentença, o Juízo da instrução elaborará a conta dos valores devidos a título de custas processuais e multa e, quando inexistir depósito a título de fiança ou valor objeto de constrição judicial em montante suficiente para a compensação, intimará o(a) condenado(a) para, no prazo de 10 (dez) dias, recolher os valores devidos. (Incluído pelo Provimento nº 184/2025)
§ 2º Em caso de não pagamento voluntário das custas processuais, cabe ao Juízo da instrução decidir sobre a eventual suspensão da exigibilidade do pagamento com base na gratuidade de justiça, a aplicação do artigo 390 desta Consolidação Normativa ou a continuidade da cobrança. (Incluído pelo Provimento nº 184/2025)
§ 3º No caso de não pagamento voluntário da multa penal ou sendo formulado pedido de parcelamento, o Ministério Público Federal será intimado para promover a distribuição de expediente da classe execução de pena de multa, com as peças necessárias, cabendo ao juízo da execução penal decidir sobre o parcelamento ou sobre o início da execução, na forma dos artigos 164 e seguintes da Lei 7.210/1984, sem prejuízo de que o Ministério Público Federal adote outras medidas extrajudiciais que entender cabíveis. (Incluído pelo Provimento nº 184/2025)
3. Assim, à Secretaria para que verifique a existência de fianças prestadas pelos réus condenados, as quais devem ser utilizadas para adimplemento de custas e multas e, posteriormente, encaminhadas ao Juízo de execução relacionada a cada execução penal.
3.1. Não havendo valores a título de fiança ou sendo estes insuficientes para a quitação integral das custas e multas, intime(m)-se o(s) acusado(s) para que efetue(m) o pagamento da pena de multa e das custas processuais a serem apuradas, no prazo de 10 (dez) dias.
Saliento desde já que qualquer pedido relacionado ao pagamento das custas e das multas (como pedido de parcelamento, indulto, ou pedido de gratuidade de justiça, por exemplo) deve ser oportunamente dirigido ao Juízo de execução competente por distribuição.
4. Realizado o pagamento, nada mais restando a ser feito, proceda-se à baixa e arquive-se.
4.1. Caso contrário, por ser o valor devido superior a R$ 1.000,00, intime-se o MPF para os fins do disposto no art. 356-A, § 3º, da Consolidação Normativa da Corregedoria do TRF4.
Se for o caso, oportunamente, extraia-se certidão da sentença condenatória, conforme determinado no art. 356-A, § 4º, da referida norma, para instrução dos autos a serem formados.
5. Intimem-se.