Intimação
D- Órgão
- 8ª V DA FAZENDA PÚBLICA DE SALVADOR
- Classe
- PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
- Destinatários
- MUNICIPIO DE SALVADOR, FERNANDO ARAUJO DA PAIXAO, LAIS PINTO FERREIRA, SUSPREV - SUPERINTENDENCIA DE SEGURANCA URBANA E PREVENCAO A VIOLENCIA, JOAO GABRIEL PIMENTEL LOPES, TALYSON MONTEIRO ALVES, TOM LIMA VASCONCELOS, EVERTON LUAN OLIVEIRA DE FIGUEIREDO
- Advogados
- JOAO GABRIEL PIMENTEL LOPES (OAB 46678/BA), LAIS PINTO FERREIRA (OAB 15186/BA), TALYSON MONTEIRO ALVES (OAB 29414/PB), TOM LIMA VASCONCELOS (OAB 66139/BA), EVERTON LUAN OLIVEIRA DE FIGUEIREDO (OAB 58045/BA)
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA 8ª V DA FAZENDA PÚBLICA DE SALVADOR Processo: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) n. 8009842-49.2020.8.05.0001 Órgão Julgador: 8ª V DA FAZENDA PÚBLICA DE SALVADOR AUTOR: FERNANDO ARAUJO DA PAIXAO Advogado(s) do reclamante: LAIS PINTO FERREIRA, EVERTON LUAN OLIVEIRA DE FIGUEIREDO, JOAO GABRIEL PIMENTEL LOPES, TOM LIMA VASCONCELOS, TALYSON MONTEIRO ALVES RÉU: SUSPREV - SUPERINTENDENCIA DE SEGURANCA URBANA E PREVENCAO A VIOLENCIA e outros
SENTENÇA
Vistos. Trata-se de Embargos de Declaração opostos pelo Município de Salvador contra a decisão que saneou o feito e estabeleceu as providências preliminares para deferir a redistribuição dinâmica do encargo probatório, fixar os pontos controvertidos e ordenar à parte ré a exibição de cópias das escalas e folhas de frequência do Embargado no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de presunção de veracidade.
Sustenta o Embargante a existência de omissão quanto à preliminar de ilegitimidade passiva suscitada em sede de defesa, sobre a qual o Embargado(a) já se manifestou em réplica, vindo-me os autos conclusos. É o Relatório.
Decido. Conheço dos Aclaratórios, porquanto atendidos seus pressupostos legais de admissibilidade, nos termos do art. 1.023 do CPC/15. O recurso, como sabido, objetiva sanar obscuridade, contradição, omissão ou erro material, assistindo razão ao Embargante. Com efeito, a decisão embargada revela omissão no que toca à supracitada preliminar, vício a ser sanado consoante o art. 1.022, II, do CPC/15. Isto posto, depreende-se dos autos que o Embargado é servidor público integrante da Guarda Civil, autarquia municipal integrante da Administração Pública Indireta (Leis Municipais nº 7.236/2007 e nº 9.070/2016), dotada de personalidade jurídica própria de direito público, autonomia administrativa e financeira, bem como patrimônio próprio.
Nesse contexto, compete exclusivamente à autarquia municipal responder pelas obrigações decorrentes do vínculo estatutário com seus servidores, cabendo a ela a gestão funcional, a organização do serviço e o adimplemento da contraprestação remuneratória. A responsabilidade do ente federativo central em relação aos débitos de suas entidades autárquicas é meramente subsidiária, somente exigível na hipótese de comprovada exaustão patrimonial ou insolvência da pessoa jurídica autárquica, o que inviabiliza a sua integração originária no polo passivo da ação de conhecimento.
