Publicacao/Comunicacao
Intimação - sentença
SENTENÇA
APELANTE: BARTOLOMEU HENRIQUE DE MENEZES
APELADO: VIOLIN 8432 (2) CRÉDITOS JUDICIAIS FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS NÃO-PADRONIZADOS EMENTA: DIREITO CIVIL. CONTRATO. CESSÃO DE CRÉDITO JUDICIAL. AÇÃO DE ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO. ERRO SUBSTANCIAL. AUSÊNCIA DE VÍCIO DE CONSENTIMENTO. APELAÇÃO IMPROVIDA. I. Caso em exame. 1. Apelação contra sentença que julgou improcedente ação de anulação de negócio jurídico relativa à cessão de crédito judicial, sob alegação de vício de consentimento por erro substancial, em razão de suposta omissão do cessionário quanto ao valor potencial do crédito. II. Questão em discussão. 2. A controvérsia consiste em aferir se há vício de consentimento, decorrente de erro substancial provocado por suposta omissão deliberada sobre o valor do crédito cedido. III. Razões de decidir. 3. O contrato de cessão foi firmado por escritura pública, com assistência jurídica e indicação expressa do caráter incerto e futuro do crédito judicial. A diferença entre o valor pago e o valor posteriormente apurado decorre, principalmente, de atualização monetária e não constitui causa de nulidade. 4. Não há nos autos demonstração de dolo, má-fé ou omissão relevante por parte do cessionário. O arrependimento posterior do cedente não configura vício de consentimento. A boa-fé objetiva e o princípio do pacta sunt servanda foram observados. IV. Dispositivo e tese. 5. Recurso improvido. Tese de julgamento: “1. A existência de diferença entre o valor pago em cessão de crédito e o valor posteriormente apurado não configura, por si só, erro substancial apto a ensejar a anulação do contrato. 2. A celebração do negócio por escritura pública, com assistência jurídica e ciência do caráter incerto do crédito, afasta a alegação de vício de consentimento.” - Dispositivos relevantes citados: CC, art. 104; CPC, art. 85, § 11. - Jurisprudência relevante citada: não há. A C Ó R D Ã O
Intimação (Outros) - 2ª CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO 111153-64.2024.8.17.2001 RELATOR: DES. CÂNDIDO J F SARAIVA DE MORAES Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que figuram como partes as nominadas acima, ACORDAM os Senhores Desembargadores integrantes deste órgão fracionário em NEGAR PROVIMENTO À APELAÇÃO, nos termos do voto do Relator. Recife, data da assinatura digital. Des. Cândido J. F. Saraiva de Moraes Relator