Publicacao/Comunicacao
Intimação - Ato ordinatório
ATO ORDINATÓRIO
INTERESSADO: NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO
INTERESSADO: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. ATO ORDINATÓRIO
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 2ª Vara da Comarca de Piripiri Rua Avelino Rezende, 161, Centro, PIRIPIRI - PI - CEP: 64260-000 PROCESSO Nº: 0803110-62.2021.8.18.0033 CLASSE: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA (156) ASSUNTO: [Empréstimo consignado]
Trata-se de intimação do BANCO SANTANDER S/A para realizar o pagamento das custas processuais finais (boleto em anexo) no prazo de 10 (dez) dias úteis, sob pena de inscrição na Dívida Ativa do Estado e no SERASAJUD. PIRIPIRI, 24 de março de 2026. MARIO SERGIO COUTINHO RAULINO 2ª Vara da Comarca de Piripiri
25/03/2026, 00:00
Expedição de documento (Outros documentos)
24/03/2026, 10:42
Expedição de documento (Certidão)
24/03/2026, 10:41
Expedição de documento (Outros documentos)
24/03/2026, 10:39
Decurso de Prazo
14/02/2026, 00:04
Publicação
03/02/2026, 00:01
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
03/02/2026, 00:01
Publicacao/Comunicacao
Intimação - SENTENÇA
SENTENÇA
INTERESSADO: NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO
INTERESSADO: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. INTIMAÇÃO ELETRÔNICA Intimação da PARTE AUTORA acerca da expedição dos alvarás anexos. PIRIPIRI, 30 de janeiro de 2026. MIRLA LIMA DA SILVA 2ª Vara da Comarca de Piripiri
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 2ª Vara da Comarca de Piripiri Rua Avelino Rezende, 161, Centro, PIRIPIRI - PI - CEP: 64260-000 PROCESSO Nº: 0803110-62.2021.8.18.0033 CLASSE: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA (156) ASSUNTO: [Empréstimo consignado]
Publicacao/Comunicacao
Intimação - Ato ordinatório
ATO ORDINATÓRIO
INTERESSADO: NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO
INTERESSADO: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. ATO ORDINATÓRIO
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 2ª Vara da Comarca de Piripiri Rua Avelino Rezende, 161, Centro, PIRIPIRI - PI - CEP: 64260-000 PROCESSO Nº: 0803110-62.2021.8.18.0033 CLASSE: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA (156) ASSUNTO: [Empréstimo consignado]
Trata-se de intimação do BANCO SANTANDER S/A para realizar o pagamento das custas processuais finais (boleto em anexo) no prazo de 10 (dez) dias úteis, sob pena de inscrição na Dívida Ativa do Estado e no SERASAJUD. PIRIPIRI, 24 de março de 2026. MARIO SERGIO COUTINHO RAULINO 2ª Vara da Comarca de Piripiri
25/03/2026, 00:00
Expedição de documento (Outros documentos)
24/03/2026, 10:42
Expedição de documento (Certidão)
24/03/2026, 10:41
Expedição de documento (Outros documentos)
24/03/2026, 10:39
Decurso de Prazo
14/02/2026, 00:04
Publicação
03/02/2026, 00:01
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
03/02/2026, 00:01
Publicacao/Comunicacao
Intimação - SENTENÇA
SENTENÇA
INTERESSADO: NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO
INTERESSADO: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. INTIMAÇÃO ELETRÔNICA Intimação da PARTE AUTORA acerca da expedição dos alvarás anexos. PIRIPIRI, 30 de janeiro de 2026. MIRLA LIMA DA SILVA 2ª Vara da Comarca de Piripiri
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 2ª Vara da Comarca de Piripiri Rua Avelino Rezende, 161, Centro, PIRIPIRI - PI - CEP: 64260-000 PROCESSO Nº: 0803110-62.2021.8.18.0033 CLASSE: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA (156) ASSUNTO: [Empréstimo consignado]
02/02/2026, 00:00
Expedição de documento (Outros documentos)
30/01/2026, 11:30
Documento (Outros documentos)
30/01/2026, 11:29
Expedição de documento (Outros documentos)
28/01/2026, 22:59
Expedição de documento (Outros documentos)
28/01/2026, 22:59
Trânsito em julgado
21/01/2026, 11:06
Decurso de Prazo
19/11/2025, 00:12
Decurso de Prazo
19/11/2025, 00:12
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
24/10/2025, 00:05
Publicacao/Comunicacao
Intimação - SENTENÇA
SENTENÇA
INTERESSADO: NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO
INTERESSADO: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. SENTENÇA
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 2ª Vara da Comarca de Piripiri DA COMARCA DE PIRIPIRI Rua Avelino Rezende, 161, Centro, PIRIPIRI - PI - CEP: 64260-000 PROCESSO Nº: 0803110-62.2021.8.18.0033 CLASSE: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA (156) ASSUNTO(S): [Empréstimo consignado]
Vistos. Antes mesmo de iniciada a fase de cumprimento de sentença, compareceu a parte devedora, através da petição e documentos juntados ao ID: 74744026 e seguintes, para depositar o valor da dívida e comprovar o cumprimento da obrigação de pagar imposta. Intimada para se manifestar sobre o depósito judicial, a autora requereu a expedição do competente alvará. Com a vigência do CPC/15, a execução de julgados depende de provocação da parte interessada. Entretanto, quando o devedor se antecipa, ocorre a chamada execução invertida, atualmente prevista no art. 526 do CPC, in verbis: Art. 526. É lícito ao réu, antes de ser intimado para o cumprimento da sentença, comparecer em juízo e oferecer em pagamento o valor que entender devido, apresentando memória discriminada do cálculo. § 1º O autor será ouvido no prazo de 5 (cinco) dias, podendo impugnar o valor depositado, sem prejuízo do levantamento do depósito a título de parcela incontroversa. § 2º Concluindo o juiz pela insuficiência do depósito, sobre a diferença incidirão multa de dez por cento e honorários advocatícios, também fixados em dez por cento, seguindo-se a execução com penhora e atos subsequentes. § 3º Se o autor não se opuser, o juiz declarará satisfeita a obrigação e extinguirá o processo. É para tais situações que a presente sentença é proferida. Essa quitação é objeto de decisão terminativa, que apenas reconhece que os atos de execução se completaram. Não há parcelas outras a discutir ou cobrar. Ressalto que o Provimento nº 186/2025 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Piauí acrescentou o art. 108-A ao Código de Normas, que assim dispõe: Art. 108-A Nas demandas indicadas como de massa, faculta-se ao juiz, amparado pelo poder geral de cautela e de forma fundamentada, determinar a expedição de alvará para levantamento de valores diretamente em nome do credor quando se tratar de demandas que tenham por objeto proteger pessoas em estado de vulnerabilidade socioeconômica (como, por exemplo, aposentado com baixa renda, indígena, pessoas com deficiência, mutuário de pequenos empréstimos, o hipossuficiente, entre outros). Assim, considerando a natureza da demanda e a condição de vulnerabilidade da parte credora, é recomendado, com fundamento no poder geral de cautela e visando garantir a efetividade da decisão judicial, autorizar a expedição do alvará diretamente em nome do credor, conforme previsão expressa no referido dispositivo. Isto posto, JULGO EXTINTA a execução, com fulcro art. 526, § 3º, do CPC. Expeça-se o competente ALVARÁ de levantamento do valor de R$ 5.537,86 em favor da autora NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO - CPF: 000.383.413-10. Expeça-se, ainda, ALVARÁ, com ordem de transferência, do valor de R$ 615,32 referente aos honorários de sucumbência, para a conta bancária do advogado da requerente, informada na petição de ID: 74774079. Após, cobrem-se as custas, se ainda existentes, e arquivem-se. Publique-se. Intimem-se. Cumpra-se. Expedientes necessários. PIRIPIRI-PI, 11 de julho de 2025. Juiz(a) de Direito da 2ª Vara da Comarca de Piripiri
23/10/2025, 00:00
Expedição de documento (Outros documentos)
22/10/2025, 12:17
Expedição de documento (Outros documentos)
22/10/2025, 12:14
Extinção da execução ou do cumprimento da sentença
07/08/2025, 19:54
Expedição de documento (Certidão)
08/05/2025, 11:11
Evolução da Classe Processual (entregue ao destinatário; Requisição de tratamento psiquiátrico)
08/05/2025, 11:10
Petição (Petição (outras))
28/04/2025, 15:49
Expedição de documento (Outros documentos)
28/04/2025, 12:21
Petição (Petição (outras))
28/04/2025, 11:39
Publicacao/Comunicacao
Intimação - DECISÃO
DECISÃO
APELANTE: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. REPRESENTANTE: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. Advogado do(a)
APELANTE: LOURENCO GOMES GADELHA DE MOURA - PE21233-A
APELADO: NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO Advogados do(a)
APELADO: GEORGE HIDASI FILHO - GO39612-A, LUCIANO HENRIQUE SOARES DE OLIVEIRA AIRES - PI11663-A RELATOR(A): Desembargador RICARDO GENTIL EULÁLIO DANTAS EMENTA DIREITO DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. INEXISTÊNCIA DE CONTRATO. DESCONTOS INDEVIDOS. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. DANO MORAL. QUANTUM INDENIZATÓRIO. REDUÇÃO. I. CASO EM EXAME 1.Apelação em que se discute a existência de relação contratual válida entre as partes, especificamente um empréstimo consignado, cujos descontos foram realizados em benefício previdenciário de consumidor idoso. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. Há duas questões em discussão: (i) saber se o banco comprovou a existência/regularidade do contrato de empréstimo consignado que gerou os descontos questionados; e (ii) qual o valor adequado para a indenização por danos morais. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. O banco não demonstrou, dentro do prazo processual adequado, a existência de contrato regular, nem comprovou a origem dos descontos realizados, configurando falha na prestação do serviço. 4. A realização de descontos indevidos, sem respaldo contratual, configura responsabilidade objetiva do fornecedor, resultando em danos morais, cujo valor foi reduzido, considerando as circunstâncias do caso, a repercussão da ofensa e as condições da parte apelante. IV. DISPOSITIVO 5. Recurso conhecido e parcialmente provido para reduzir o valor da indenização por danos morais, fixando-o em R$ 3.000,00. ___________________ Dispositivos relevantes citados: Código de Defesa do Consumidor, arts. 6º, VIII, 39, IV, e 42; Código de Processo Civil, arts. 434 e 435. ACÓRDÃO DECISÃO: Acordam os componentes da 3ª Câmara Especializada Cível, do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por unanimidade, conhecer e dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). I – RELATÓRIO O SENHOR DESEMBARGADOR RICARDO GENTIL EULÁLIO DANTAS (Relator):
Intimação - TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ ÓRGÃO JULGADOR: 3ª Câmara Especializada Cível APELAÇÃO CÍVEL (198) -0803110-62.2021.8.18.0033 Trata-se da interposição de RECURSO DE APELAÇÃO pelo BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A requerendo a reforma da sentença do Juízo da 3ª Vara da Comarca de Piripiri (PI) que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados nos autos da AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE RELAÇÃO JURÍDICA cc REPETIÇÃO DE INDÉBITO cc PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS cc LIMINAR DA TUTELA DA URGÊNCIA CAUTELAR interposta por NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO. Apelação: o apelante pretende a reforma da sentença, a fim de que seja julgada improcedente a demanda. Para tal alega, em síntese, que: os valores solicitados no contrato supostamente fraudulentos foram devidamente disponibilizados à Apelante, conforme comprovantes juntados aos autos; meras alegações sem nenhum suporte probatório, direto ou indireto, não possuem o condão de consagrar direitos pleiteados; o recorrido contratou com o banco recorrente na modalidade de portabilidade quanto a cotrato que a parte requerente possuía com o Banco Bradesco; é necessário o preenchimento de todos os campos no sistema corretamente, para liberação da portabilidade, tendo a parte autora informado todos os dados ao Banco demandado, logo o recorrente não teria realizado as operações bancárias sem que a parte autora fornecesse os referidos dados; a dívida oriunda da contratação com o Banco Bradesco fora quitada; o dano não pode ser hipotético, devendo ser comprovado e a parte autora, em nenhum momento, fez prova dos supostos danos alegados; assim, não poderia a instituição financeira ser condenada a pagar indenização por danos morais, subsidiariamente, requer a redução do valor fixado a título de danos morais. Requer o provimento do recurso. Contrarrazões: em sua peça defensiva requereu o desprovimento do recurso da parte adversa, com manutenção da sentença em todos os seus termos. Parecer: o Ministério Público Superior, entendendo não estar presente o interesse público justificador da sua intervenção, não apresentou parecer de mérito. É o relatório. VOTO O EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR RICARDO GENTIL EULÁLIO DANTAS (RELATOR): I. DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO De início, conheço da apelação, em razão do integral cumprimento dos seus requisitos de admissibilidade. II. RAZÕES DO VOTO A priori, cumpre pôr em relevo que à situação em apreço aplica-se o Código de Defesa do Consumidor. Com efeito, os partícipes da relação processual têm suas situações amoldadas às definições jurídicas de consumidor e fornecedor, previstas, respectivamente, nos artigos 2º e 3º do CDC. Ressalte-se, neste passo, que a aplicação do CDC às instituições financeiras reflete-se na Súmula nº 297 do Superior Tribunal de Justiça. Como consequência, incidem normas específicas, atributivas de matiz diferenciada às normas de direito comum. Com efeito, especificamente no ambiente contratual, derroga-se a ideia da existência de uma abstrata paridade de forças entre pactuantes que acreditadamente autodirigem suas vontades e passa-se a considerar as subjetividades dos contratantes, especificidades e desigualdades.
Trata-se de disciplina especial que é toda sedimentada no reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor em face do fornecedor, e que encontra eco nos arts. 4º I, e 39, IV, ambos do CDC. Ademais, não se pode perder de vista que a vulnerabilidade, inerente ao regime jurídico consumerista, encontra-se potencializada nestes autos, eis que o consumidor apelante é pessoa idosa, enquadrando-se assim, no conceito doutrinário de hipervulnerabilidade, que segundo Cláudia Lima Marques: seria a situação social fática e objetiva de agravamento da vulnerabilidade da pessoa física consumidora, por circunstâncias pessoais aparentes ou conhecidas do fornecedor, como sua idade reduzida (assim o caso da comida para bebês ou da publicidade para crianças) ou sua idade alentada (assim os cuidados especiais com os idosos, no Código em diálogo com o Estatuto do Idoso, e a publicidade de crédito para idosos) ou sua situação de doente. Ainda de acordo com Cláudia Lima Marques e Bruno Miragem, nos contratos de concessão de empréstimo a consumidor idoso, “se reforçam os deveres de lealdade, informação e colaboração” notadamente em razão da necessidade de se considerar as condições do idoso “de adimplir o contrato sem o comprometimento de necessidades vitais, assim como a se evitar o consumo irresponsável de crédito e o superendividamento”. Devidamente reconhecidas as premissas da incidência das normas de proteção do consumidor, da vulnerabilidade como fundamento de sua aplicação, da hipervulnerabilidade do consumidor idoso, impende observar que cabia ao banco a demonstração de que, de fato, foi firmado entre as partes negócio jurídico revestido de regularidade. Entretanto, de tal ônus não se desincumbiu. Com efeito, inexiste nos autos comprovação da transferência dos valores no momento oportuno. Ademais, o suposto comprovante colacionado não é válido, eis que destituído da correspondente autenticação, assim, aplica-se ao caso a súmula 18 deste Tribunal de Justiça. Ainda que, a instituição financeira alegue se tratar de portabilidade de contrato pertencente a outra instituição, tem-se que não fez juntada do instrumento contratual pertinente ao pedido de portabilidade, mas apenas da cédula de crédito bancária (ID 15949133), bem como não comprovou a liberação da suposta dívida originária ou a liberação de quaisquer valores em favor da parte autora. O banco, através de seu sistema de segurança e trâmites administrativos, tem ou deveria ter condições de demonstrar, de maneira inequívoca, a existência e regularidade da contratação que ensejou as transações apontadas na inicial, o que não restou comprovado. Desta feita, plenamente cabível a incidência da responsabilidade objetiva do fornecedor, conforme preconiza o Código de Defesa do Consumidor em seu artigo. Outrossim, a súmula 479 é clara ao demonstrar consolidação de entendimento nesse sentido: “As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias”. Demonstrada a ilegitimidade dos descontos no benefício previdenciário do apelante, decotes oriundos da conduta negligente do banco apelado, que autorizou a realização dos descontos mesmo sem fundamento em contrato válido, e considerando ainda a inexistência de engano justificável para tal atuação, cabível é a restituição em dobro, restando evidente a má-fé do apelado (art. 42, parágrafo único, do CDC). Caracterizada a inexistência do contrato de empréstimo consignado, conclui-se que os descontos no benefício previdenciário da apelante foram realizados à míngua de lastro jurídico, impondo-lhe uma arbitrária redução, fato gerador de angústia e sofrimento, mormente por se tratar de aposentada que percebe parca remuneração, absolutamente não condizente, como é cediço, com o mínimo necessário para uma existência digna.
Diante do exposto, resta inequívoco que os descontos perpetrados na remuneração da apelante caracterizaram ofensa à sua integridade moral, extrapolando, em muito, a esfera do mero dissabor inerente às agruras do cotidiano, e acabando por torná-la cativa de uma situação de verdadeira incerteza quanto a sua própria subsistência. Destaque-se a desnecessidade de prova da ocorrência da dor moral, porquanto tratar-se de dano in re ipsa, sendo, pois, suficiente, a comprovação da ocorrência do seu fato gerador, qual seja, o ato dissonante do ordenamento jurídico materializado nos descontos indevidos. Neste sentido tem sido a orientação consagrada pelo Superior Tribunal de Justiça ao apreciar situações semelhantes à destes autos: (…) 2. Ao contrário do alegado pelo recorrente, é de se ressaltar que, em hipóteses como a dos autos, é prescindível a comprovação do dano moral, o qual decorre do próprio fato, operando-se in re ipsa. Depreende-se que o fato por si só é capaz de ofender a honra subjetiva do autor, por afetar o seu bem-estar, em razão da inscrição de seu nome em cadastro de inadimplentes, de forma que o dano moral está ínsito na ilicitude do ato praticado, sendo desnecessária sua efetiva demonstração. (…) (AgRg no AREsp 425.088/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 10/12/2013, DJe 04/02/2014) DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. COMPENSAÇÃO POR DANOS MORAIS. CABIMENTO. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. INEXISTÊNCIA. DESCONTOS INDEVIDOS DA CONTA CORRENTE. VALOR FIXADO. MINORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Como a formalização do suposto contrato de empréstimo consignado em folha de pagamento não foi demonstrada, a realização de descontos mensais indevidos, sob o pretexto de que essas quantias seriam referentes às parcelas do valor emprestado, dá ensejo à condenação por dano moral. (…) (REsp 1238935/RN, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 07/04/2011, DJe 28/04/2011) Tenho, assim, que, no caso dos autos, estão presentes todos os elementos configuradores da responsabilidade objetiva do fornecedor, não tendo sido comprovado qualquer fato capaz de afastar o nexo de causalidade e, por conseguinte, o dever de reparar os danos morais ocasionados à parte apelada. Quanto a quantificação do dano moral, deve-se observar os critérios do arbitramento que, conforme doutrina e jurisprudência sobre o tema, deve guardar correspondência com o gravame sofrido, com observância aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, sopesando as circunstâncias do fato e as condições pessoais e econômicas das partes envolvidas, assim como o grau da ofensa moral e sua repercussão. Em assim sendo, para não destoar dos parâmetros adotados em casos análogos, o apelo do banco apelante deve ser parcialmente acolhido no tocante à redução do valor arbitrado a título de indenização. Nesse passo, a quantia equivalente a R$ 3.000,00 (três mil reais), é suficiente para ressarcir a repercussão negativa na esfera subjetiva da autora, sem que isso represente auferir vantagem indevida. III. DA DECISÃO
Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO E PARCIAL PROVIMENTO do recurso para: reduzir o valor dos danos morais para o importe de R$ 3.000,00 (três mil reais), o qual deverá ser acrescido de juros legais pela taxa Selic, deduzido o IPCA (art. 406 c/c art. 389, parágrafo único, do CC), contados da data da citação (art. 405 do CC); com correção monetária, pelo IPCA (art. 389, parágrafo único, do CC), contada a partir do arbitramento (Súmula 362 do STJ). É como voto. Teresina, data registrada no sistema. Desembargador RICARDO GENTIL EULÁLIO DANTAS Relator
21/03/2025, 00:00
Publicacao/Comunicacao
Intimação
Processo: 0803110-62.2021.8.18.0033.
APELANTE: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. REPRESENTANTE: BANCO OLE BONSUCESSO CONSIGNADO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. Advogado do(a)
APELANTE: LOURENCO GOMES GADELHA DE MOURA - PE21233-A Advogado do(a)
APELANTE: LOURENCO GOMES GADELHA DE MOURA - PE21233-A
APELADO: NECI DELOUSA COSTA RIBEIRO Advogados do(a)
APELADO: GEORGE HIDASI FILHO - GO39612-A, LUCIANO HENRIQUE SOARES DE OLIVEIRA AIRES REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO LUCIANO HENRIQUE SOARES DE OLIVEIRA AIRES - PI11663-A RELATOR(A): Desembargador RICARDO GENTIL EULÁLIO DANTAS DATA E HORÁRIO DE INÍCIO: 07/03/2025 - 14:00 CERTIDÃO DE INCLUSÃO EM PAUTA DE JULGAMENTO De ordem do Presidente do Órgão Colegiado, a Secretaria Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí torna público a todos os interessados, que o processo em epígrafe foi incluído em pauta de julgamento para apreciação na Sessão do Plenário Virtual - 3ª Câmara Especializada Cível - 07/03/2025 a 14/03/2025 - Des. Ricardo Gentil. Demais informações podem ser obtidas nos telefones ou balcão virtual desta unidade, ambos informados no site do Tribunal https://transparencia.tjpi.jus.br/telefones_uteis/. SECRETARIA JUDICIÁRIA, em Teresina, 21 de fevereiro de 2025.
Certidão de Inclusão em Pauta - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ 3ª Câmara Especializada Cível CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198)
24/02/2025, 00:00
Remessa (em grau de recurso)
18/03/2024, 12:18
Expedição de documento (Certidão)
18/03/2024, 12:13
Expedição de documento (Outros documentos)
18/03/2024, 12:12
Expedição de documento (Outros documentos)
18/03/2024, 12:12
Expedição de documento (Outros documentos)
18/03/2024, 12:12
Expedição de documento (Outros documentos)
18/03/2024, 12:12
Decurso de Prazo
22/02/2024, 03:50
Petição (Petição (outras))
19/01/2024, 09:39
Expedição de documento (Outros documentos)
16/01/2024, 11:13
Ato ordinatório
16/01/2024, 11:12
Documento (Outros documentos)
16/01/2024, 11:02
Petição (Petição (outras))
01/08/2023, 23:05
Petição (Petição (outras))
31/07/2023, 15:07
Petição (Petição (outras))
25/07/2023, 09:34
Petição (Petição (outras))
13/07/2023, 15:50
Expedição de documento (Outros documentos)
10/07/2023, 07:55
Expedição de documento (Outros documentos)
12/06/2023, 15:49
Procedência
12/06/2023, 15:49
Conclusão (para julgamento)
28/04/2023, 10:51
Expedição de documento (Certidão)
28/04/2023, 10:51
Expedição de documento (Outros documentos)
28/04/2023, 10:51
Expedição de documento (Certidão)
28/04/2023, 10:50
Decurso de Prazo
24/11/2022, 01:36
Expedição de documento (Outros documentos)
14/11/2022, 11:56
Expedição de documento (Certidão)
14/11/2022, 11:55
Petição (Petição (outras))
27/06/2022, 14:41
Documento (Outros documentos)
26/06/2022, 16:06
Petição (Petição (outras))
15/06/2022, 09:23
Petição (Petição (outras))
07/06/2022, 13:54
Audiência (Juiz(a); realizada; instrução e julgamento)
07/06/2022, 08:52
Petição (Petição (outras))
06/06/2022, 18:37
Expedição de documento (Outros documentos)
06/06/2022, 10:14
Ato ordinatório
06/06/2022, 10:13
Petição (Petição (outras))
05/06/2022, 22:52
Petição (Petição (outras))
03/06/2022, 10:03
Expedição de documento (Outros documentos)
24/05/2022, 10:22
Expedição de documento (Outros documentos)
23/05/2022, 14:23
Decisão de Saneamento e Organização
23/05/2022, 14:23
Audiência (instrução e julgamento; designada; Juiz(a))