Publicacao/Comunicacao
Intimação - ATO ORDINATÓRIO
ATO ORDINATÓRIO
INTERESSADO: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE
REU: BANCO DO BRASIL SA ATO ORDINATÓRIO 1) Depositado que foi os honorários periciais, ID 100060491,
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina DA COMARCA DE TERESINA Praça Edgard Nogueira, s/n, Cabral, TERESINA - PI - CEP: 64000-830 PROCESSO Nº: 0803412-95.2020.8.18.0140 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO(S): [Atualização de Conta] intime-se o perito para designar dia, local e horário para dar início à perícia, informando a este Juízo com antecedência de 35 dias para comunicação às partes; 2) Intimem-se as partes para oferecerem os quesitos e indicarem os seus assistentes técnicos, se desejarem, se ainda não os tiver feito. TERESINA-PI, 20 de julho de 2026. ODEILTO SOARES NUNES Secretaria do(a) 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina
21/07/2026, 00:00
Petição (Petição (outras))
03/07/2026, 13:11
Publicação
29/06/2026, 02:05
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
27/06/2026, 00:00
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
26/06/2026, 00:00
Publicacao/Comunicacao
Intimação - ATO ORDINATÓRIO
ATO ORDINATÓRIO
INTERESSADO: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE
REU: BANCO DO BRASIL SA ATO ORDINATÓRIO Intimo a parte requerida, no prazo de quinze dias, para se manifestar acerca da proposta de honorários id 99154263 e, aceitando, realizar o referido depósito. TERESINA, 25 de junho de 2026. LARISSA BURLAMAQUI FERREIRA 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina Praça Edgard Nogueira, s/n, Cabral, TERESINA - PI - CEP: 64000-830 PROCESSO Nº: 0803412-95.2020.8.18.0140 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Atualização de Conta]
26/06/2026, 00:00
Expedição de documento (Outros documentos)
25/06/2026, 11:03
Ato ordinatório
25/06/2026, 11:03
Publicacao/Comunicacao
Intimação - DECISÃO
DECISÃO
INTERESSADO: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE
REU: BANCO DO BRASIL SA DECISÃO
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina e-mail: - Fone: ( ) Praça Edgard Nogueira, s/n, Cabral, TERESINA - PI - CEP: 64000-830 PROCESSO Nº: 0803412-95.2020.8.18.0140 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Atualização de Conta]
Vistos.
Trata-se de AÇÃO ORDINÁRIA com o fim de corrigir os valores depositados em conta individual relativa ao recebimento do PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), atribuindo ao réu a prática de desfalques na citada conta. O BANCO DO BRASIL em contestação suscita preliminares prejudiciais à análise do mérito, oportunidade em que neste momento, passo a enfrentá-las. Portanto, passo ao saneamento do feito, na forma do art. 357,CPC. 1.DA JUSTIÇA GRATUITA Mantenho os benefícios da justiça gratuita em favor do autor, tendo em vista que o réu não trouxe elementos capazes de afastar a presunção de hipossuficiência financeira prevista no art. 99, §3, CPC. 2.DO INTERESSE PROCESSUAL Afasto a preliminar apontada pelo réu, tendo em vista que se trata de demanda adequada para fins de obtenção da tutela jurisdicional pretendida, sendo desnecessário o prévio requerimento administrativo para fins de ingresso em juízo. 3.DO VALOR DA CAUSA Mantenho o valor da causa fixado na inicial por corresponder ao proveito econômico almejado, na forma do art.292,§3, CPC. 4.DA ILEGITIMIDADE PASSIVA O STJ, no julgamento do TEMA 1150, firmou a seguinte tese sobre o PASEP: 1)o Banco do Brasil possui legitimidade passiva ad causam para figurar no polo passivo de demanda na qual se discute eventual falha na prestação do serviço quanto a conta vinculada ao Pasep, saques indevidos e desfalques, além da ausência de aplicação dos rendimentos estabelecidas pelo Conselho Diretor do referido programa; 2)a pretensão ao ressarcimento dos danos havidos em razão dos desfalques em conta individual vinculada ao Pasep se submete ao prazo prescricional decenal previsto pelo artigo 205 do Código Civil; e 3)o termo inicial para a contagem do prazo prescricional é o dia em que o titular, comprovadamente, toma ciência dos desfalques realizados na conta individual vinculada ao Pasep. Portanto, afasto a alegação de ilegitimidade passiva, na forma firmada no item 1 da referida tese. 5.DA PRESCRIÇÃO Conforme TEMA 1150, o prazo prescricional é decenal, a contar da ciência dos supostos desfalques. No caso em questão a ciência se deu quando do saque da aposentadoria, ocasião em que o autor teve o pleno conhecimento do valor disponível em sua conta. Assim, entre a data do saque e a presente demanda não decorreu o prazo decenal, razão pela qual AFASTO A ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO. 6.DA INAPLICABILIDADE DO CDC Incabível a aplicação do Código de Defesa ao Consumidor a esta relação, pela inexistência da relação prestador-consumidor, na forma do art. 2º e 3º do referido diploma. Ademais, a questão restou pacificada com o tema 1150,STJ, que faz incidir a aplicação das normas do Código Civil. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. PASEP. PESSOA JURÍDICA. DIVERSOS DOMICÍLIOS. LOCAL DA SEDE. COMPETÊNCIA TERRITORIAL. RELATIVA. DECLINAÇÃO DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 33 STJ. MÁ GESTÃO. ENTIDADE BANCÁRIA. INAPLICABILIDADE CDC. 1. Trata-se o caso em testilha de autos da ação de reparação por danos materiais e morais, sendo, em regra, competente o foro do lugar, aplicando-se a regra geral de competência territorial, de natureza relativa, em atenção aos interesses dos litigantes, constante no artigo 53, III, a, do CPC, ?onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica?. 2. Conforme o enunciado de Súmula 33 do STJ: ?a incompetência relativa não pode ser declarada de ofício?, de modo que não poderia o magistrado a quo ter declinado de sua competência. 3. Em se tratando de má gestão da entidade bancária na administração dos recursos advindos do PASEP, no tocante à aplicação dos rendimentos devidos, não é possível a aplicação do Código de Defesa do Consumidor, porquanto a relação jurídica estabelecida entre as partes está submetida a regramento específico, não envolvendo matéria consumerista. 4. Deu-se provimento ao recurso.(TJ-DF 07188947420248070000 1891891, Relator: FABRÍCIO FONTOURA BEZERRA, Data de Julgamento: 15/07/2024, 7ª Turma Cível, Data de Publicação: 09/08/2024) 7. DA DISTRIBUIÇAO DO ÔNUS DA PROVA Sobre a questão o STJ julgou o Tema 1300 e fixou a seguinte Tese: Nas ações em que o participante contesta saques em sua conta individualizada do PASEP, o ônus de provar cabe: a) ao participante, quanto aos saques sob as formas de crédito em conta e de pagamento por Folha de Pagamento (PASEP-FOPAG), por ser fato constitutivo de seu direito, na forma do art. 373, I, do CPC, sendo incabível a inversão (art. 6º, VIII, do CDC) ou a redistribuição (art. 373, § 1º, do CPC) do ônus da prova; b) ao réu, quanto aos saques sob a forma de saque em caixa das agências do BB, por ser fato extintivo do direito do autor, na forma do art. 373, II, do CPC. Assim, CABERÁ A CADA UMA DAS PARTES cumprir o seu ônus, na forma determinada pelo STJ, discriminando cada um dos saques, conforme extrato apresentado pelo banco réu. Caberá ainda ao RÉU comprovar qual o saldo final correspondente ao PASEP realizando todas as conversões de moedas, bem como atualizações monetárias conforme estipuladas pelo Ministério da Fazenda até a data do saque, por ter maior capacidade técnica e financeira para tal. Assim, concedo o prazo de 10(dez) dias para que as partes informem quais provas pretendem produzir. INTIMEM-SE. 8.DA PROVA PERICIAL Defiro o pedido de produção de prova pericial requerido pelo réu. 1. Na forma do art. 156, §5, CPC, NOMEIO IRANILDO LIMA DO VALE, RUA CAPITAO MANOEL OLIVEIRA, nº 46 Centro - Teresina, Telefone: (86) 3252-2638 e Celular (86) 99800-1453,Email: [email protected], para atuar como perito na presente demanda. 2. Oficie-se o perito ora nomeado a fim de que diga em juízo se aceita o encargo e, em caso positivo, que faça proposta de remuneração do trabalho, ficando este magistrado à disposição para eventuais esclarecimentos. 3. Intimem-se as partes para no prazo de 15 (quinze) dias agir em conformidade com o art. 465, §1, CPC. Quesitos do juízo: a) Houve repasse da União do saldo PASEP entre a data de ingresso do servidor até o ano de 1998? b) Houve saques do PASEP durante referido período? c) Em caso afirmativo, em favor de quem foram realizados os saques? d) Qual valor existente na conta da autora em 18/08/1988? e) Após a conversão em cruzado novo no Plano Verão, qual saldo remanescente no ano de 1989? f) Qual o saldo final correspondente ao PASEP realizando todas as conversões de moedas, bem como atualizações monetárias conforme estipuladas pelo Ministério da Fazenda até a presente data? 4. Ciente da nomeação, o perito apresentará em 5 (cinco) dias: I - proposta de honorários; II - currículo, com comprovação de especialização; III - contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico, para onde serão dirigidas as intimações pessoais. 5. Intimem-se as partes da proposta de honorários para, querendo, manifestar-se no prazo comum de 5 (cinco) dias. 6. Ato contínuo, INTIME-SE O RÉU para realizar o depósito judicial do valor fixado pelo perito no prazo de 05(cinco) dias. 7. O laudo pericial deverá ser elaborado no prazo de 30 (trinta) dias, na forma do art. 473, CPC. 8. Após a apresentação do laudo, intimem-se as partes para se manifestarem sobre a perícia no prazo comum de 15 (quinze) dias, na forma do art. 477, §1, CPC. CADASTRE-SE E NOTIFIQUE-SE O PERITO NO CPTEC. INTIMEM-SE. TERESINA-PI, 12 de junho de 2026. Juiz(a) de Direito do(a) 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina
Publicacao/Comunicacao
Intimação - ATO ORDINATÓRIO
ATO ORDINATÓRIO
INTERESSADO: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE
REU: BANCO DO BRASIL SA ATO ORDINATÓRIO Intimo a parte requerida, no prazo de quinze dias, para se manifestar acerca da proposta de honorários id 99154263 e, aceitando, realizar o referido depósito. TERESINA, 25 de junho de 2026. LARISSA BURLAMAQUI FERREIRA 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina Praça Edgard Nogueira, s/n, Cabral, TERESINA - PI - CEP: 64000-830 PROCESSO Nº: 0803412-95.2020.8.18.0140 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Atualização de Conta]
26/06/2026, 00:00
Expedição de documento (Outros documentos)
25/06/2026, 11:03
Ato ordinatório
25/06/2026, 11:03
Publicacao/Comunicacao
Intimação - DECISÃO
DECISÃO
INTERESSADO: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE
REU: BANCO DO BRASIL SA DECISÃO
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina e-mail: - Fone: ( ) Praça Edgard Nogueira, s/n, Cabral, TERESINA - PI - CEP: 64000-830 PROCESSO Nº: 0803412-95.2020.8.18.0140 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Atualização de Conta]
Vistos.
Trata-se de AÇÃO ORDINÁRIA com o fim de corrigir os valores depositados em conta individual relativa ao recebimento do PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), atribuindo ao réu a prática de desfalques na citada conta. O BANCO DO BRASIL em contestação suscita preliminares prejudiciais à análise do mérito, oportunidade em que neste momento, passo a enfrentá-las. Portanto, passo ao saneamento do feito, na forma do art. 357,CPC. 1.DA JUSTIÇA GRATUITA Mantenho os benefícios da justiça gratuita em favor do autor, tendo em vista que o réu não trouxe elementos capazes de afastar a presunção de hipossuficiência financeira prevista no art. 99, §3, CPC. 2.DO INTERESSE PROCESSUAL Afasto a preliminar apontada pelo réu, tendo em vista que se trata de demanda adequada para fins de obtenção da tutela jurisdicional pretendida, sendo desnecessário o prévio requerimento administrativo para fins de ingresso em juízo. 3.DO VALOR DA CAUSA Mantenho o valor da causa fixado na inicial por corresponder ao proveito econômico almejado, na forma do art.292,§3, CPC. 4.DA ILEGITIMIDADE PASSIVA O STJ, no julgamento do TEMA 1150, firmou a seguinte tese sobre o PASEP: 1)o Banco do Brasil possui legitimidade passiva ad causam para figurar no polo passivo de demanda na qual se discute eventual falha na prestação do serviço quanto a conta vinculada ao Pasep, saques indevidos e desfalques, além da ausência de aplicação dos rendimentos estabelecidas pelo Conselho Diretor do referido programa; 2)a pretensão ao ressarcimento dos danos havidos em razão dos desfalques em conta individual vinculada ao Pasep se submete ao prazo prescricional decenal previsto pelo artigo 205 do Código Civil; e 3)o termo inicial para a contagem do prazo prescricional é o dia em que o titular, comprovadamente, toma ciência dos desfalques realizados na conta individual vinculada ao Pasep. Portanto, afasto a alegação de ilegitimidade passiva, na forma firmada no item 1 da referida tese. 5.DA PRESCRIÇÃO Conforme TEMA 1150, o prazo prescricional é decenal, a contar da ciência dos supostos desfalques. No caso em questão a ciência se deu quando do saque da aposentadoria, ocasião em que o autor teve o pleno conhecimento do valor disponível em sua conta. Assim, entre a data do saque e a presente demanda não decorreu o prazo decenal, razão pela qual AFASTO A ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO. 6.DA INAPLICABILIDADE DO CDC Incabível a aplicação do Código de Defesa ao Consumidor a esta relação, pela inexistência da relação prestador-consumidor, na forma do art. 2º e 3º do referido diploma. Ademais, a questão restou pacificada com o tema 1150,STJ, que faz incidir a aplicação das normas do Código Civil. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. PASEP. PESSOA JURÍDICA. DIVERSOS DOMICÍLIOS. LOCAL DA SEDE. COMPETÊNCIA TERRITORIAL. RELATIVA. DECLINAÇÃO DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 33 STJ. MÁ GESTÃO. ENTIDADE BANCÁRIA. INAPLICABILIDADE CDC. 1. Trata-se o caso em testilha de autos da ação de reparação por danos materiais e morais, sendo, em regra, competente o foro do lugar, aplicando-se a regra geral de competência territorial, de natureza relativa, em atenção aos interesses dos litigantes, constante no artigo 53, III, a, do CPC, ?onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica?. 2. Conforme o enunciado de Súmula 33 do STJ: ?a incompetência relativa não pode ser declarada de ofício?, de modo que não poderia o magistrado a quo ter declinado de sua competência. 3. Em se tratando de má gestão da entidade bancária na administração dos recursos advindos do PASEP, no tocante à aplicação dos rendimentos devidos, não é possível a aplicação do Código de Defesa do Consumidor, porquanto a relação jurídica estabelecida entre as partes está submetida a regramento específico, não envolvendo matéria consumerista. 4. Deu-se provimento ao recurso.(TJ-DF 07188947420248070000 1891891, Relator: FABRÍCIO FONTOURA BEZERRA, Data de Julgamento: 15/07/2024, 7ª Turma Cível, Data de Publicação: 09/08/2024) 7. DA DISTRIBUIÇAO DO ÔNUS DA PROVA Sobre a questão o STJ julgou o Tema 1300 e fixou a seguinte Tese: Nas ações em que o participante contesta saques em sua conta individualizada do PASEP, o ônus de provar cabe: a) ao participante, quanto aos saques sob as formas de crédito em conta e de pagamento por Folha de Pagamento (PASEP-FOPAG), por ser fato constitutivo de seu direito, na forma do art. 373, I, do CPC, sendo incabível a inversão (art. 6º, VIII, do CDC) ou a redistribuição (art. 373, § 1º, do CPC) do ônus da prova; b) ao réu, quanto aos saques sob a forma de saque em caixa das agências do BB, por ser fato extintivo do direito do autor, na forma do art. 373, II, do CPC. Assim, CABERÁ A CADA UMA DAS PARTES cumprir o seu ônus, na forma determinada pelo STJ, discriminando cada um dos saques, conforme extrato apresentado pelo banco réu. Caberá ainda ao RÉU comprovar qual o saldo final correspondente ao PASEP realizando todas as conversões de moedas, bem como atualizações monetárias conforme estipuladas pelo Ministério da Fazenda até a data do saque, por ter maior capacidade técnica e financeira para tal. Assim, concedo o prazo de 10(dez) dias para que as partes informem quais provas pretendem produzir. INTIMEM-SE. 8.DA PROVA PERICIAL Defiro o pedido de produção de prova pericial requerido pelo réu. 1. Na forma do art. 156, §5, CPC, NOMEIO IRANILDO LIMA DO VALE, RUA CAPITAO MANOEL OLIVEIRA, nº 46 Centro - Teresina, Telefone: (86) 3252-2638 e Celular (86) 99800-1453,Email: [email protected], para atuar como perito na presente demanda. 2. Oficie-se o perito ora nomeado a fim de que diga em juízo se aceita o encargo e, em caso positivo, que faça proposta de remuneração do trabalho, ficando este magistrado à disposição para eventuais esclarecimentos. 3. Intimem-se as partes para no prazo de 15 (quinze) dias agir em conformidade com o art. 465, §1, CPC. Quesitos do juízo: a) Houve repasse da União do saldo PASEP entre a data de ingresso do servidor até o ano de 1998? b) Houve saques do PASEP durante referido período? c) Em caso afirmativo, em favor de quem foram realizados os saques? d) Qual valor existente na conta da autora em 18/08/1988? e) Após a conversão em cruzado novo no Plano Verão, qual saldo remanescente no ano de 1989? f) Qual o saldo final correspondente ao PASEP realizando todas as conversões de moedas, bem como atualizações monetárias conforme estipuladas pelo Ministério da Fazenda até a presente data? 4. Ciente da nomeação, o perito apresentará em 5 (cinco) dias: I - proposta de honorários; II - currículo, com comprovação de especialização; III - contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico, para onde serão dirigidas as intimações pessoais. 5. Intimem-se as partes da proposta de honorários para, querendo, manifestar-se no prazo comum de 5 (cinco) dias. 6. Ato contínuo, INTIME-SE O RÉU para realizar o depósito judicial do valor fixado pelo perito no prazo de 05(cinco) dias. 7. O laudo pericial deverá ser elaborado no prazo de 30 (trinta) dias, na forma do art. 473, CPC. 8. Após a apresentação do laudo, intimem-se as partes para se manifestarem sobre a perícia no prazo comum de 15 (quinze) dias, na forma do art. 477, §1, CPC. CADASTRE-SE E NOTIFIQUE-SE O PERITO NO CPTEC. INTIMEM-SE. TERESINA-PI, 12 de junho de 2026. Juiz(a) de Direito do(a) 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina
25/06/2026, 00:00
Expedição de documento (Outros documentos)
24/06/2026, 13:56
Petição (Petição (outras))
22/06/2026, 07:59
Petição (Petição (outras))
22/06/2026, 07:58
Expedição de documento (Outros documentos)
18/06/2026, 16:55
Expedição de documento (Certidão)
22/05/2026, 10:17
Petição (Petição (outras))
22/05/2026, 08:46
Publicacao/Comunicacao
Intimação - SENTENÇA
SENTENÇA
APELANTE: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE Advogado(s) do reclamante: CARLOS EDUARDO ALVES SANTOS
APELADO: BANCO DO BRASIL SA Advogado(s) do reclamado: WILSON SALES BELCHIOR RELATOR(A): Desembargador HILO DE ALMEIDA SOUSA EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO REVISIONAL PASEP. LEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO DO BRASIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. PRESCRIÇÃO DECENAL. TEMA 1.150 DO STJ. CERCEAMENTO DE DEFESA. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. NECESSIDADE DE PROVA PERICIAL CONTÁBIL. NULIDADE DA SENTENÇA. RECURSO PROVIDO. I. CASO EM EXAME 1.Apelação cível interposta contra sentença que julgou improcedentes os pedidos formulados em ação revisional relativa ao PASEP, sob o fundamento de ausência de comprovação de ato ilícito praticado pela instituição financeira, tendo a parte autora sustentado nulidade por cerceamento de defesa em razão do julgamento antecipado da lide sem oportunização da produção de prova pericial contábil. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2.Há duas questões em discussão: (i) definir se subsistem a legitimidade passiva da instituição financeira, a competência da Justiça Estadual e a incidência da prescrição decenal; (ii) estabelecer se o julgamento antecipado da lide, sem saneamento do processo e sem produção de prova pericial contábil em controvérsia de natureza técnica, configura cerceamento de defesa. III. RAZÕES DE DECIDIR 3.A instituição financeira possui legitimidade passiva para responder por demandas que discutem falhas na prestação do serviço relativas a conta vinculada ao PASEP, saques indevidos, desfalques e ausência de aplicação de rendimentos, conforme o Tema Repetitivo nº 1.150 do STJ. 4.Compete à Justiça Estadual processar e julgar as causas cíveis relativas ao PASEP, afastada a necessidade de inclusão da União no polo passivo. 5.A pretensão de ressarcimento por desfalques em conta vinculada ao PASEP submete-se ao prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código Civil, não configurada a prescrição no caso concreto. 6.A controvérsia acerca da atualização de valores depositados em conta vinculada ao PASEP e da ocorrência de saques indevidos possui natureza fática e técnica, exigindo análise contábil minuciosa dos índices aplicados, da evolução do saldo e da regularidade dos lançamentos. 7.A prova pericial contábil mostra-se imprescindível para elucidar os fatos controvertidos quando há alegação de divergência de critérios de cálculo e questionamento sobre a correção dos índices aplicados. 8.O julgamento antecipado da lide somente é cabível quando inexistir necessidade de produção de outras provas, hipótese não verificada no caso. 9.O julgamento de improcedência por insuficiência de prova, sem oportunizar a produção da prova requerida e reputada necessária à elucidação da controvérsia, configura cerceamento de defesa e impõe a nulidade da sentença. IV. DISPOSITIVO E TESE 10.Recurso provido. Tese de julgamento: 1.O Banco do Brasil possui legitimidade passiva para responder por falhas na gestão de contas vinculadas ao PASEP, nos termos do Tema 1.150 do STJ. 2.Compete à Justiça Estadual processar e julgar demandas cíveis relativas ao PASEP. 3.A pretensão de ressarcimento por desfalques em conta PASEP submete-se ao prazo prescricional decenal. 4.O julgamento antecipado da lide, sem oportunizar a produção de prova pericial contábil necessária à elucidação de controvérsia técnica, configura cerceamento de defesa e enseja a nulidade da sentença. Dispositivos relevantes citados: CF/1988, art. 109, I; CC, art. 205; CPC, arts. 355, I, 357, 370 e 487, I. Jurisprudência relevante citada: STJ, Tema Repetitivo nº 1.150; STJ, AgInt no REsp 1.922.275/CE, Rel. Min. Gurgel de Faria, j. 21.06.2021; STJ, AgInt no REsp 1.816.786/SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 25.10.2021; TJPI, AI nº 0752465-30.2024.8.18.0000, Rel. Des. Agrimar Rodrigues de Araujo, j. 18.03.2025; TJPI, EDcl na AC nº 0000531-11.2017.8.18.0068, Rel. Des. Manoel de Sousa Dourado, j. 11.08.2022. ACÓRDÃO
ACÓRDÃO SEGUNDO GRAU - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ 1ª Câmara Especializada Cível APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº 0803412-95.2020.8.18.0140 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, em Sessão do Plenário Virtual, realizada de 06/04/2026 a 13/04/2026, em que são partes as acima indicadas, acordam os componentes do(a) 1ª Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por unanimidade, nos termos do voto do Relator: "
Diante do exposto, CONHEÇO da APELAÇÃO CÍVEL, pois, preenchidos os pressupostos processuais de admissibilidade, REJEITO as preliminares aventadas e, no mérito, DOU PROVIMENTO para declarar a nulidade da sentença por cerceamento de defesa, determinando o retorno dos autos à origem para regular prosseguimento do feito e reabertura da fase instrutória, a fim de possibilitar a realização de prova pericial através perícia contábil antes do comando sentencial, conforme fundamentação supra." RELATÓRIO
Trata-se de Apelação Cível interposta por MARIA LUCIA LEAL MOURA FE em face de sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina/PI, nos autos da ação REVISOINAL pasep ajuizada em desfavor do BANCO DO BRASIL S/A, ora apelado. O Magistrado primevo proferiu sentença (ID 24186093) na qual julgou improcedentes os pedidos iniciais, com resolução de mérito, nos termos do art. 487, inciso I, do Código de Processo Civil, sob o fundamento de ausência de comprovação de ato ilícito praticado pela instituição financeira ré. Em suas razões recursais (ID 24186095), sustenta o apelante que a sentença recorrida incorreu em nulidade por cerceamento de defesa, uma vez que houve julgamento antecipado da lide sem oportunizar às partes a produção de provas, notadamente prova pericial contábil essencial à controvérsia; ao final, requer o provimento do recurso para anular a sentença, com o retorno dos autos à origem para regular instrução processual. Foram apresentadas contrarrazões pelo BANCO DO BRASIL S/A (ID 24186099 ), alegando a ausência de comprovação de irregularidade nos cálculos apresentados pelo banco; a ilegitimidade passiva da instituição financeira para responder pela correção dos valores do PASEP; ao final, pugna pela manutenção integral da sentença. Processo recebido em seu duplo efeito. É o relatório. VOTO DO RELATOR I – DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO Recurso interposto tempestivamente. Presentes, ainda, os demais requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. Assim sendo, RECEBO os presentes recursos. Passo a análise. II – DAS PRELIMINARES 1) DA ILEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO DO BRASIL. DA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. O recorrido sustenta que atuaria como mero depositário das quantias relativas ao PASEP, não possuindo ingerência sobre a definição dos índices de atualização das contas vinculadas, motivo pelo qual não poderia figurar no polo passivo da demanda. Em decorrência da tese de ilegitimidade passiva, o recorrido sustenta ainda que a União deveria integrar o polo passivo da demanda, o que atrairia a competência da Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da Constituição Federal. Alega ainda que a prescrição a ser aplicada seria a quinquenal. Entretanto, tais teses alegas pelo banco recorrido não merecem acolhidas diante do entendimento firmado através do Tema Repetitivo 1.150 do Superior Tribunal de Justiça na qual reconheceu a legitimidade do Banco do Brasil para figurar no polo passivo nas demandas envolvendo saques indevidos ou desfalques em conta PASEP; que o prazo prescricional nessas demandas é de 10 (dez) anos, in verbis: Tema Repetitivo nº 1.150 i) o Banco do Brasil possui legitimidade passiva ad causam para figurar no polo passivo de demanda na qual se discute eventual falha na prestação do serviço quanto a conta vinculada ao Pasep, saques indevidos e desfalques, além da ausência de aplicação dos rendimentos estabelecidas pelo Conselho Diretor do referido programa; ii) a pretensão ao ressarcimento dos danos havidos em razão dos desfalques em conta individual vinculada ao Pasep se submete ao prazo prescricional decenal previsto pelo artigo 205 do Código Civil; e iii) o termo inicial para a contagem do prazo prescricional é o dia em que o titular, comprovadamente, toma ciência dos desfalques realizados na conta individual vinculada ao Pasep. Em relação à competência da Justiça Estadual para apreciar a demanda em análise, o STJ se posicionou: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. VALORES RELACIONADOS AO PASEP. JUSTIÇA ESTADUAL. COMPETÊNCIA. 1. O Plenário do STJ decidiu que aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista (Enunciado Administrativo n. 3). 2. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça entende que compete à Justiça comum estadual processar e julgar as causas cíveis relativas ao PASEP, cujo gestor é o Banco do Brasil (sociedade de economia mista federal), razão pela qual fica evidenciada sua legitimidade para constar no polo passivo da demanda. 3. Agravo interno desprovido. (STJ - AgInt no REsp: 1922275 CE 2021/0044611-8, Relator: Ministro GURGEL DE FARIA, Data de Julgamento: 21/06/2021, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 29/06/2021) Ressalto que a demanda em voga não incide prescrição, uma vez que o saque ocorreu em 18/04/2017, com protocolo da ação judicial em 08/02/2020, não incidindo o prazo decenal da prescrição. Assim, rejeitos as preliminares. III – DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA Cinge-se à verificação da ocorrência de cerceamento de defesa, consubstanciado na ausência de fase de saneamento do processo e no julgamento antecipado da lide sem a oportunização da produção de provas, especialmente a prova pericial contábil requerida pela parte autora. O exame detido dos autos revela que o magistrado de primeiro grau, ao proferir a sentença, consignou expressamente que a demanda comportava julgamento antecipado, nos termos do art. 355, inciso I, do Código de Processo Civil, sob o argumento de que a controvérsia versaria sobre matéria exclusivamente de direito e que seria desnecessária a produção de outras provas. Todavia, tal conclusão não se sustenta diante da natureza eminentemente fática e técnica da controvérsia posta em juízo. Com efeito, a lide versa sobre suposta irregularidade na atualização de valores depositados em conta vinculada ao PASEP, bem como acerca da ocorrência de saques indevidos — questões que, por sua própria natureza, demandam análise contábil minuciosa, com verificação de índices aplicados, evolução de saldo e conformidade dos lançamentos financeiros. Nessa perspectiva, mostra-se absolutamente imprescindível a produção de prova pericial contábil, a fim de elucidar os fatos controvertidos, sobretudo quando há alegação de divergência de critérios de cálculo e questionamento acerca da correção dos índices aplicados. Esse é o entendimento desse Egrégio Tribunal: Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PASEP. INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA CONFIGURADO. NECESSIDADE DE PERÍCIA CONTÁBIL PARA APURAÇÃO DE VALORES. RECURSO PROVIDO. I. CASO EM EXAME Agravo de Instrumento interposto por instituição financeira contra decisão que indeferiu a produção de prova pericial em ação de indenização proposta por titular de conta do PASEP. O juízo de origem entendeu que a perícia seria desnecessária na fase de conhecimento, podendo eventuais valores devidos serem apurados na fase de liquidação de sentença. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO A questão em discussão consiste em definir se o indeferimento da prova pericial contábil configura cerceamento de defesa, diante da controvérsia sobre a correção dos valores creditados na conta PASEP do agravado. III. RAZÕES DE DECIDIR O magistrado pode indeferir diligências consideradas inúteis ou protelatórias, desde que o faça de forma fundamentada (arts. 370 e 371 do CPC). No caso, contudo, a perícia contábil se mostra essencial, pois a controvérsia envolve a correção de valores creditados na conta PASEP, questão técnica que exige análise especializada. O indeferimento da perícia contábil compromete o contraditório e a ampla defesa, configurando cerceamento de defesa. Precedentes reconhecem a necessidade dessa prova em ações similares, dada a complexidade dos cálculos envolvidos. IV. DISPOSITIVO Recurso provido. Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 370, 371 e 373. Jurisprudência relevante citada: TJ-RN, AC nº 0800205-98.2020.8.20.5001, Rel. Des. João Afonso Morais Pordeus, j. 24.11.2020; TJ-PE, AI nº 0007206-85.2020.8.17.9000, Rel. Des. Jones Figueirêdo Alves, j. 29.08.2020. (TJPI - AGRAVO DE INSTRUMENTO 0752465-30.2024.8.18.0000 - Relator: AGRIMAR RODRIGUES DE ARAUJO - 3ª Câmara Especializada Cível - Data 18/03/2025 ) O Código de Processo Civil, ao disciplinar julgamento antecipado e saneamento e organização do processo, estabelece no art. 355 e art. 357: Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de outras provas; II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na forma do art. 349. Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de saneamento e de organização do processo: I - resolver as questões processuais pendentes, se houver; II - delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os meios de prova admitidos; III - definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373; IV - delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito; V - designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento. No caso concreto, verifica-se inexistência de réu revel, bem como a matéria não ser exclusivamente de direito, pois necessário arcabouço probatório para sua resolução, não incidindo o art. 355 do CPC. Assim, o julgamento antecipado da lide, quando necessária a produção de prova, configura cerceamento de defesa e enseja a nulidade da sentença. Nesse sentido, a jurisprudência do STJ e deste Egrégia Corte se posicionam: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. REQUERIMENTO DE PROVAS. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. CERCEAMENTO DE DEFESA CONFIGURADO. DECISÃO MANTIDA. 1. A jurisprudência do STJ entende haver cerceamento de defesa com o julgamento antecipado da lide no sentido da improcedência do pedido por falta de prova dos fatos constitutivos do direito alegado, sem que franqueada à parte a oportunidade de produzir a prova por ela requerida. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (STJ - AgInt no REsp: 1816786 SP 2018/0267399-3, Relator: Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, Data de Julgamento: 25/10/2021, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 28/10/2021) PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL. OMISSÃO NO ACÓRDÃO. SUPRESSÃO DA FASE INSTRUTÓRIA. CERCEAMENTO DE DEFESA EVIDENCIADO. NULIDADE PROCESSUAL VERIFICADA. AUSÊNCIA DE OPORTUNIDADE PARA AMPLA DEFESA E PRODUÇÃO DE PROVAS. JULGAMENTO DESCONSTITUÍDO. EMBARGOS CONHECIDOS E PROVIDOS. 1. Verificada a omissão no julgado, uma vez que não manifestação acerca da produção de provas, ausentes no trâmite da ação no 1º grau, incorrendo em cerceamento de defesa. Embargos de declaração acolhidos, com efeito modificativo. 2. A supressão do ato, necessário ao julgamento de mérito, configura cerceamento de defesa porque suprimiu o momento oportuno para a produção de provas. 3. Nulidade evidenciada, que leva à desconstituição da sentença, com consequente retorno do feito à origem, para seu regular processamento, com renovação dos atos e realização de audiência de instrução. 4. EMBARGOS CONHECIDOS E PROVIDOS. (TJPI – Emb. Decl. Apelação Cível 0000531-11.2017.8.18.0068. Des. Relator MANOEL DE SOUSA DOURADO. 2ª Câmara Especializada Cível. Julgado 11/08/2022) No caso sub examine, observa-se que o próprio apelado requereu a produção de prova pericial em sede de contestação (ID 24186070), reputando-a indispensável à comprovação de suas alegações, tendo tal pleito sido indeferido sob fundamento de ser desnecessário na apreciação do feito. Contudo, tal indeferimento revela-se inadequado, pois a controvérsia não se limita a matéria exclusivamente de direito, mas envolve aspectos técnicos que não podem ser solucionados por simples presunções judiciais. Assim, a supressão da fase instrutória, sem a devida fundamentação concreta acerca da desnecessidade da prova, configura inequívoco cerceamento de defesa, maculando a validade da sentença. Diante desse cenário, impõe-se a anulação da sentença, com o retorno dos autos ao juízo de origem para que seja oportunizada às partes a produção de provas, inclusive pericial, após a regular fase de saneamento do processo. IV – DISPOSITIVO
Diante do exposto, CONHEÇO da APELAÇÃO CÍVEL, pois, preenchidos os pressupostos processuais de admissibilidade, REJEITO as preliminares aventadas e, no mérito, DOU PROVIMENTO para declarar a nulidade da sentença por cerceamento de defesa, determinando o retorno dos autos à origem para regular prosseguimento do feito e reabertura da fase instrutória, a fim de possibilitar a realização de prova pericial através perícia contábil antes do comando sentencial, conforme fundamentação supra. É o voto. DECISÃO Acordam os componentes do(a) 1ª Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por unanimidade, nos termos do voto do Relator: "
Diante do exposto, CONHEÇO da APELAÇÃO CÍVEL, pois, preenchidos os pressupostos processuais de admissibilidade, REJEITO as preliminares aventadas e, no mérito, DOU PROVIMENTO para declarar a nulidade da sentença por cerceamento de defesa, determinando o retorno dos autos à origem para regular prosseguimento do feito e reabertura da fase instrutória, a fim de possibilitar a realização de prova pericial através perícia contábil antes do comando sentencial, conforme fundamentação supra." Participaram do julgamento os(as) Excelentíssimos(as) Senhores(as) Desembargadores(as): DIOCLECIO SOUSA DA SILVA, HILO DE ALMEIDA SOUSA e MARIO BASILIO DE MELO. Acompanhou a sessão, o(a) Excelentíssimo(a) Senhor(a) Procurador(a) de Justiça, ROSANGELA DE FATIMA LOUREIRO MENDES. SALA DAS SESSÕES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ, em Teresina, 13 de abril de 2026. Teresina, 16/04/2026
20/04/2026, 00:00
Publicacao/Comunicacao
Intimação - SENTENÇA
SENTENÇA
APELANTE: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE Advogado(s) do reclamante: CARLOS EDUARDO ALVES SANTOS
APELADO: BANCO DO BRASIL SA Advogado(s) do reclamado: WILSON SALES BELCHIOR RELATOR(A): Desembargador HILO DE ALMEIDA SOUSA EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO REVISIONAL PASEP. LEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO DO BRASIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. PRESCRIÇÃO DECENAL. TEMA 1.150 DO STJ. CERCEAMENTO DE DEFESA. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. NECESSIDADE DE PROVA PERICIAL CONTÁBIL. NULIDADE DA SENTENÇA. RECURSO PROVIDO. I. CASO EM EXAME 1.Apelação cível interposta contra sentença que julgou improcedentes os pedidos formulados em ação revisional relativa ao PASEP, sob o fundamento de ausência de comprovação de ato ilícito praticado pela instituição financeira, tendo a parte autora sustentado nulidade por cerceamento de defesa em razão do julgamento antecipado da lide sem oportunização da produção de prova pericial contábil. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2.Há duas questões em discussão: (i) definir se subsistem a legitimidade passiva da instituição financeira, a competência da Justiça Estadual e a incidência da prescrição decenal; (ii) estabelecer se o julgamento antecipado da lide, sem saneamento do processo e sem produção de prova pericial contábil em controvérsia de natureza técnica, configura cerceamento de defesa. III. RAZÕES DE DECIDIR 3.A instituição financeira possui legitimidade passiva para responder por demandas que discutem falhas na prestação do serviço relativas a conta vinculada ao PASEP, saques indevidos, desfalques e ausência de aplicação de rendimentos, conforme o Tema Repetitivo nº 1.150 do STJ. 4.Compete à Justiça Estadual processar e julgar as causas cíveis relativas ao PASEP, afastada a necessidade de inclusão da União no polo passivo. 5.A pretensão de ressarcimento por desfalques em conta vinculada ao PASEP submete-se ao prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código Civil, não configurada a prescrição no caso concreto. 6.A controvérsia acerca da atualização de valores depositados em conta vinculada ao PASEP e da ocorrência de saques indevidos possui natureza fática e técnica, exigindo análise contábil minuciosa dos índices aplicados, da evolução do saldo e da regularidade dos lançamentos. 7.A prova pericial contábil mostra-se imprescindível para elucidar os fatos controvertidos quando há alegação de divergência de critérios de cálculo e questionamento sobre a correção dos índices aplicados. 8.O julgamento antecipado da lide somente é cabível quando inexistir necessidade de produção de outras provas, hipótese não verificada no caso. 9.O julgamento de improcedência por insuficiência de prova, sem oportunizar a produção da prova requerida e reputada necessária à elucidação da controvérsia, configura cerceamento de defesa e impõe a nulidade da sentença. IV. DISPOSITIVO E TESE 10.Recurso provido. Tese de julgamento: 1.O Banco do Brasil possui legitimidade passiva para responder por falhas na gestão de contas vinculadas ao PASEP, nos termos do Tema 1.150 do STJ. 2.Compete à Justiça Estadual processar e julgar demandas cíveis relativas ao PASEP. 3.A pretensão de ressarcimento por desfalques em conta PASEP submete-se ao prazo prescricional decenal. 4.O julgamento antecipado da lide, sem oportunizar a produção de prova pericial contábil necessária à elucidação de controvérsia técnica, configura cerceamento de defesa e enseja a nulidade da sentença. Dispositivos relevantes citados: CF/1988, art. 109, I; CC, art. 205; CPC, arts. 355, I, 357, 370 e 487, I. Jurisprudência relevante citada: STJ, Tema Repetitivo nº 1.150; STJ, AgInt no REsp 1.922.275/CE, Rel. Min. Gurgel de Faria, j. 21.06.2021; STJ, AgInt no REsp 1.816.786/SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 25.10.2021; TJPI, AI nº 0752465-30.2024.8.18.0000, Rel. Des. Agrimar Rodrigues de Araujo, j. 18.03.2025; TJPI, EDcl na AC nº 0000531-11.2017.8.18.0068, Rel. Des. Manoel de Sousa Dourado, j. 11.08.2022. ACÓRDÃO
ACÓRDÃO SEGUNDO GRAU - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ 1ª Câmara Especializada Cível APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº 0803412-95.2020.8.18.0140 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, em Sessão do Plenário Virtual, realizada de 06/04/2026 a 13/04/2026, em que são partes as acima indicadas, acordam os componentes do(a) 1ª Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por unanimidade, nos termos do voto do Relator: "
Diante do exposto, CONHEÇO da APELAÇÃO CÍVEL, pois, preenchidos os pressupostos processuais de admissibilidade, REJEITO as preliminares aventadas e, no mérito, DOU PROVIMENTO para declarar a nulidade da sentença por cerceamento de defesa, determinando o retorno dos autos à origem para regular prosseguimento do feito e reabertura da fase instrutória, a fim de possibilitar a realização de prova pericial através perícia contábil antes do comando sentencial, conforme fundamentação supra." RELATÓRIO
Trata-se de Apelação Cível interposta por MARIA LUCIA LEAL MOURA FE em face de sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Teresina/PI, nos autos da ação REVISOINAL pasep ajuizada em desfavor do BANCO DO BRASIL S/A, ora apelado. O Magistrado primevo proferiu sentença (ID 24186093) na qual julgou improcedentes os pedidos iniciais, com resolução de mérito, nos termos do art. 487, inciso I, do Código de Processo Civil, sob o fundamento de ausência de comprovação de ato ilícito praticado pela instituição financeira ré. Em suas razões recursais (ID 24186095), sustenta o apelante que a sentença recorrida incorreu em nulidade por cerceamento de defesa, uma vez que houve julgamento antecipado da lide sem oportunizar às partes a produção de provas, notadamente prova pericial contábil essencial à controvérsia; ao final, requer o provimento do recurso para anular a sentença, com o retorno dos autos à origem para regular instrução processual. Foram apresentadas contrarrazões pelo BANCO DO BRASIL S/A (ID 24186099 ), alegando a ausência de comprovação de irregularidade nos cálculos apresentados pelo banco; a ilegitimidade passiva da instituição financeira para responder pela correção dos valores do PASEP; ao final, pugna pela manutenção integral da sentença. Processo recebido em seu duplo efeito. É o relatório. VOTO DO RELATOR I – DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO Recurso interposto tempestivamente. Presentes, ainda, os demais requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. Assim sendo, RECEBO os presentes recursos. Passo a análise. II – DAS PRELIMINARES 1) DA ILEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO DO BRASIL. DA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. O recorrido sustenta que atuaria como mero depositário das quantias relativas ao PASEP, não possuindo ingerência sobre a definição dos índices de atualização das contas vinculadas, motivo pelo qual não poderia figurar no polo passivo da demanda. Em decorrência da tese de ilegitimidade passiva, o recorrido sustenta ainda que a União deveria integrar o polo passivo da demanda, o que atrairia a competência da Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da Constituição Federal. Alega ainda que a prescrição a ser aplicada seria a quinquenal. Entretanto, tais teses alegas pelo banco recorrido não merecem acolhidas diante do entendimento firmado através do Tema Repetitivo 1.150 do Superior Tribunal de Justiça na qual reconheceu a legitimidade do Banco do Brasil para figurar no polo passivo nas demandas envolvendo saques indevidos ou desfalques em conta PASEP; que o prazo prescricional nessas demandas é de 10 (dez) anos, in verbis: Tema Repetitivo nº 1.150 i) o Banco do Brasil possui legitimidade passiva ad causam para figurar no polo passivo de demanda na qual se discute eventual falha na prestação do serviço quanto a conta vinculada ao Pasep, saques indevidos e desfalques, além da ausência de aplicação dos rendimentos estabelecidas pelo Conselho Diretor do referido programa; ii) a pretensão ao ressarcimento dos danos havidos em razão dos desfalques em conta individual vinculada ao Pasep se submete ao prazo prescricional decenal previsto pelo artigo 205 do Código Civil; e iii) o termo inicial para a contagem do prazo prescricional é o dia em que o titular, comprovadamente, toma ciência dos desfalques realizados na conta individual vinculada ao Pasep. Em relação à competência da Justiça Estadual para apreciar a demanda em análise, o STJ se posicionou: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. VALORES RELACIONADOS AO PASEP. JUSTIÇA ESTADUAL. COMPETÊNCIA. 1. O Plenário do STJ decidiu que aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista (Enunciado Administrativo n. 3). 2. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça entende que compete à Justiça comum estadual processar e julgar as causas cíveis relativas ao PASEP, cujo gestor é o Banco do Brasil (sociedade de economia mista federal), razão pela qual fica evidenciada sua legitimidade para constar no polo passivo da demanda. 3. Agravo interno desprovido. (STJ - AgInt no REsp: 1922275 CE 2021/0044611-8, Relator: Ministro GURGEL DE FARIA, Data de Julgamento: 21/06/2021, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 29/06/2021) Ressalto que a demanda em voga não incide prescrição, uma vez que o saque ocorreu em 18/04/2017, com protocolo da ação judicial em 08/02/2020, não incidindo o prazo decenal da prescrição. Assim, rejeitos as preliminares. III – DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA Cinge-se à verificação da ocorrência de cerceamento de defesa, consubstanciado na ausência de fase de saneamento do processo e no julgamento antecipado da lide sem a oportunização da produção de provas, especialmente a prova pericial contábil requerida pela parte autora. O exame detido dos autos revela que o magistrado de primeiro grau, ao proferir a sentença, consignou expressamente que a demanda comportava julgamento antecipado, nos termos do art. 355, inciso I, do Código de Processo Civil, sob o argumento de que a controvérsia versaria sobre matéria exclusivamente de direito e que seria desnecessária a produção de outras provas. Todavia, tal conclusão não se sustenta diante da natureza eminentemente fática e técnica da controvérsia posta em juízo. Com efeito, a lide versa sobre suposta irregularidade na atualização de valores depositados em conta vinculada ao PASEP, bem como acerca da ocorrência de saques indevidos — questões que, por sua própria natureza, demandam análise contábil minuciosa, com verificação de índices aplicados, evolução de saldo e conformidade dos lançamentos financeiros. Nessa perspectiva, mostra-se absolutamente imprescindível a produção de prova pericial contábil, a fim de elucidar os fatos controvertidos, sobretudo quando há alegação de divergência de critérios de cálculo e questionamento acerca da correção dos índices aplicados. Esse é o entendimento desse Egrégio Tribunal: Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PASEP. INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA CONFIGURADO. NECESSIDADE DE PERÍCIA CONTÁBIL PARA APURAÇÃO DE VALORES. RECURSO PROVIDO. I. CASO EM EXAME Agravo de Instrumento interposto por instituição financeira contra decisão que indeferiu a produção de prova pericial em ação de indenização proposta por titular de conta do PASEP. O juízo de origem entendeu que a perícia seria desnecessária na fase de conhecimento, podendo eventuais valores devidos serem apurados na fase de liquidação de sentença. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO A questão em discussão consiste em definir se o indeferimento da prova pericial contábil configura cerceamento de defesa, diante da controvérsia sobre a correção dos valores creditados na conta PASEP do agravado. III. RAZÕES DE DECIDIR O magistrado pode indeferir diligências consideradas inúteis ou protelatórias, desde que o faça de forma fundamentada (arts. 370 e 371 do CPC). No caso, contudo, a perícia contábil se mostra essencial, pois a controvérsia envolve a correção de valores creditados na conta PASEP, questão técnica que exige análise especializada. O indeferimento da perícia contábil compromete o contraditório e a ampla defesa, configurando cerceamento de defesa. Precedentes reconhecem a necessidade dessa prova em ações similares, dada a complexidade dos cálculos envolvidos. IV. DISPOSITIVO Recurso provido. Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 370, 371 e 373. Jurisprudência relevante citada: TJ-RN, AC nº 0800205-98.2020.8.20.5001, Rel. Des. João Afonso Morais Pordeus, j. 24.11.2020; TJ-PE, AI nº 0007206-85.2020.8.17.9000, Rel. Des. Jones Figueirêdo Alves, j. 29.08.2020. (TJPI - AGRAVO DE INSTRUMENTO 0752465-30.2024.8.18.0000 - Relator: AGRIMAR RODRIGUES DE ARAUJO - 3ª Câmara Especializada Cível - Data 18/03/2025 ) O Código de Processo Civil, ao disciplinar julgamento antecipado e saneamento e organização do processo, estabelece no art. 355 e art. 357: Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de outras provas; II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na forma do art. 349. Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de saneamento e de organização do processo: I - resolver as questões processuais pendentes, se houver; II - delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os meios de prova admitidos; III - definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373; IV - delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito; V - designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento. No caso concreto, verifica-se inexistência de réu revel, bem como a matéria não ser exclusivamente de direito, pois necessário arcabouço probatório para sua resolução, não incidindo o art. 355 do CPC. Assim, o julgamento antecipado da lide, quando necessária a produção de prova, configura cerceamento de defesa e enseja a nulidade da sentença. Nesse sentido, a jurisprudência do STJ e deste Egrégia Corte se posicionam: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. REQUERIMENTO DE PROVAS. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. CERCEAMENTO DE DEFESA CONFIGURADO. DECISÃO MANTIDA. 1. A jurisprudência do STJ entende haver cerceamento de defesa com o julgamento antecipado da lide no sentido da improcedência do pedido por falta de prova dos fatos constitutivos do direito alegado, sem que franqueada à parte a oportunidade de produzir a prova por ela requerida. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (STJ - AgInt no REsp: 1816786 SP 2018/0267399-3, Relator: Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, Data de Julgamento: 25/10/2021, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 28/10/2021) PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL. OMISSÃO NO ACÓRDÃO. SUPRESSÃO DA FASE INSTRUTÓRIA. CERCEAMENTO DE DEFESA EVIDENCIADO. NULIDADE PROCESSUAL VERIFICADA. AUSÊNCIA DE OPORTUNIDADE PARA AMPLA DEFESA E PRODUÇÃO DE PROVAS. JULGAMENTO DESCONSTITUÍDO. EMBARGOS CONHECIDOS E PROVIDOS. 1. Verificada a omissão no julgado, uma vez que não manifestação acerca da produção de provas, ausentes no trâmite da ação no 1º grau, incorrendo em cerceamento de defesa. Embargos de declaração acolhidos, com efeito modificativo. 2. A supressão do ato, necessário ao julgamento de mérito, configura cerceamento de defesa porque suprimiu o momento oportuno para a produção de provas. 3. Nulidade evidenciada, que leva à desconstituição da sentença, com consequente retorno do feito à origem, para seu regular processamento, com renovação dos atos e realização de audiência de instrução. 4. EMBARGOS CONHECIDOS E PROVIDOS. (TJPI – Emb. Decl. Apelação Cível 0000531-11.2017.8.18.0068. Des. Relator MANOEL DE SOUSA DOURADO. 2ª Câmara Especializada Cível. Julgado 11/08/2022) No caso sub examine, observa-se que o próprio apelado requereu a produção de prova pericial em sede de contestação (ID 24186070), reputando-a indispensável à comprovação de suas alegações, tendo tal pleito sido indeferido sob fundamento de ser desnecessário na apreciação do feito. Contudo, tal indeferimento revela-se inadequado, pois a controvérsia não se limita a matéria exclusivamente de direito, mas envolve aspectos técnicos que não podem ser solucionados por simples presunções judiciais. Assim, a supressão da fase instrutória, sem a devida fundamentação concreta acerca da desnecessidade da prova, configura inequívoco cerceamento de defesa, maculando a validade da sentença. Diante desse cenário, impõe-se a anulação da sentença, com o retorno dos autos ao juízo de origem para que seja oportunizada às partes a produção de provas, inclusive pericial, após a regular fase de saneamento do processo. IV – DISPOSITIVO
Diante do exposto, CONHEÇO da APELAÇÃO CÍVEL, pois, preenchidos os pressupostos processuais de admissibilidade, REJEITO as preliminares aventadas e, no mérito, DOU PROVIMENTO para declarar a nulidade da sentença por cerceamento de defesa, determinando o retorno dos autos à origem para regular prosseguimento do feito e reabertura da fase instrutória, a fim de possibilitar a realização de prova pericial através perícia contábil antes do comando sentencial, conforme fundamentação supra. É o voto. DECISÃO Acordam os componentes do(a) 1ª Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por unanimidade, nos termos do voto do Relator: "
Diante do exposto, CONHEÇO da APELAÇÃO CÍVEL, pois, preenchidos os pressupostos processuais de admissibilidade, REJEITO as preliminares aventadas e, no mérito, DOU PROVIMENTO para declarar a nulidade da sentença por cerceamento de defesa, determinando o retorno dos autos à origem para regular prosseguimento do feito e reabertura da fase instrutória, a fim de possibilitar a realização de prova pericial através perícia contábil antes do comando sentencial, conforme fundamentação supra." Participaram do julgamento os(as) Excelentíssimos(as) Senhores(as) Desembargadores(as): DIOCLECIO SOUSA DA SILVA, HILO DE ALMEIDA SOUSA e MARIO BASILIO DE MELO. Acompanhou a sessão, o(a) Excelentíssimo(a) Senhor(a) Procurador(a) de Justiça, ROSANGELA DE FATIMA LOUREIRO MENDES. SALA DAS SESSÕES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ, em Teresina, 13 de abril de 2026. Teresina, 16/04/2026
20/04/2026, 00:00
Publicacao/Comunicacao
Intimação
Processo: 0803412-95.2020.8.18.0140.
APELANTE: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE Advogado do(a)
APELANTE: CARLOS EDUARDO ALVES SANTOS - PI8414-A
APELADO: BANCO DO BRASIL SA Advogado do(a)
APELADO: WILSON SALES BELCHIOR - PI9016-A RELATOR(A): Desembargador HILO DE ALMEIDA SOUSA DATA E HORÁRIO DE INÍCIO: 06/04/2026 - 14:00 CERTIDÃO DE INCLUSÃO EM PAUTA DE JULGAMENTO De ordem do Presidente do Órgão Colegiado, a Secretaria Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí torna público a todos os interessados, que o processo em epígrafe foi incluído em pauta de julgamento para apreciação na Sessão do Plenário Virtual da 1ª Câmara Especializada Cível de 06/04/2026 a 13/04/2026 - Relator: Des. Hilo de Almeida. Para mais informações, entre em contato pelos telefones disponíveis na página da unidade no site do Tribunal: https://transparencia.tjpi.jus.br/units/110001959/public. SECRETARIA JUDICIÁRIA, em Teresina, 23 de março de 2026.
Certidão de Inclusão em Pauta - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ 1ª Câmara Especializada Cível CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198)
24/03/2026, 00:00
Publicacao/Comunicacao
Intimação - DESPACHO
DESPACHO
APELANTE: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE
APELADO: BANCO DO BRASIL SA DESPACHO Diante do julgamento do Tema 1300 de Recurso Repetitivo pelo STJ, intimem-se as partes para se manifestarem no prazo de 05 (cinco) dias. Cumpra-se. Após, voltem-me concluso os autos. TERESINA-PI, 20 de janeiro de 2026.
Intimação - poder judiciário tribunal de justiça do estado do piauí GABINETE DO Desembargador HILO DE ALMEIDA SOUSA PROCESSO Nº: 0803412-95.2020.8.18.0140 CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198) ASSUNTO(S): [Atualização de Conta]
04/02/2026, 00:00
Publicacao/Comunicacao
Intimação - DECISÃO
DECISÃO
APELANTE: MARIA LUCIA LEAL MOURA FE
APELADO: BANCO DO BRASIL SA DECISÃO MONOCRÁTICA
Intimação - poder judiciário tribunal de justiça do estado do piauí GABINETE DO Desembargador HILO DE ALMEIDA SOUSA PROCESSO Nº: 0803412-95.2020.8.18.0140 CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198) ASSUNTO(S): [Atualização de Conta] Vistos etc. Presentes os requisitos de admissibilidade, assim como os demais pressupostos intrínsecos e extrínsecos do recurso, notadamente quanto às regularidades formais, às tempestividades, às legitimidades, recebo o recurso de Apelação Cível, em seu duplo efeito, uma vez que restam cumpridos os requisitos legais estampados nos arts. 1.003, 1.009 e 1.010, do CPC. Intimações necessárias. Teresina, data registrada no sistema. Desembargador Hilo de Almeida Sousa Relator
30/05/2025, 00:00
Remessa (em grau de recurso)
06/04/2025, 14:39
Expedição de documento (Certidão)
06/04/2025, 14:39
Expedição de documento (Certidão)
06/04/2025, 14:38
Petição (Petição (outras))
23/03/2025, 15:20
Expedição de documento (Outros documentos)
05/03/2025, 20:04
Ato ordinatório
05/03/2025, 20:03
Expedição de documento (Certidão)
05/03/2025, 20:03
Petição (Petição (outras))
18/12/2024, 18:39
Decurso de Prazo
17/12/2024, 03:15
Expedição de documento (Outros documentos)
23/11/2024, 06:27
Expedição de documento (Outros documentos)
22/11/2024, 11:41
Improcedência
22/11/2024, 11:41
Expedição de documento (Certidão)
04/10/2024, 10:45
Expedição de documento (Certidão)
04/10/2024, 10:45
Decurso de Prazo
13/09/2024, 03:25
Decurso de Prazo
06/09/2024, 03:16
Expedição de documento (Outros documentos)
19/08/2024, 10:41
Decisão de Saneamento e Organização
15/07/2024, 12:36
Redistribuição (alteração de competência do órgão; sorteio)
03/07/2024, 14:37
Conclusão (para despacho)
12/03/2024, 08:25
Expedição de documento (Certidão)
12/03/2024, 08:25
Suspensão ou Sobrestamento
26/07/2022, 08:12
Expedição de documento (Outros documentos)
21/07/2022, 12:22
Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (competência exclusiva)