Publicacao/Comunicacao
Intimação - SENTENÇA
SENTENÇA
EXEQUENTE: AGENCIA NACIONAL DE TELECOMUNICACOES
INTERESSADO: ASSOCIACAO COMUNITARIA VIVA GURGUEIA
EXECUTADO: ALBERICO ELVAS ROSAL SENTENÇA
Intimação - PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ 2ª Vara da Comarca de Bom Jesus DA COMARCA DE BOM JESUS Av. Adelmar Diógenes - BR-135, s/n, Fórum de Bom Jesus, Bairro São Pedro, BOM JESUS - PI - CEP: 64900-000 PROCESSO Nº: 0001229-03.2014.8.18.0042 CLASSE: EXECUÇÃO FISCAL (1116) ASSUNTO(S): [Ausência de Cobrança Administrativa Prévia]
Trata-se de execução fiscal ajuizada pela AGENCIA NACIONAL DE TELECOMUNICACOES em face de ASSOCIACAO COMUNITARIA VIVA GURGUEIA, visando à cobrança de crédito tributário no valor de R$ 4.614,16 (quatro mil seiscentos e quatorze reais e dezesseis centavos) conforme consta da Certidão de Dívida Ativa juntada aos autos. O sócio da executada - Alberico Elvas Rosal - foi devidamente citada (ID 12485412), não adimplindo a dívida, tendo sido frustradas, contudo, as tentativas de localização de bens penhoráveis. Requereu, em diversas ocasiões, diligências para obtenção de informações patrimoniais, os quais restaram infrutíferos. As diligências se estenderam por anos, não tendo sido encontrados bens passíveis de penhora ou pagamento voluntário da dívida. Desde então, o processo permaneceu sem qualquer movimentação útil por período superior a um ano. Intimada a se manifestar, a exequente se manifestou pela continuidade do feito, informando que referida executada consta como inapta e solicitando a inclusão dos sócios no polo passivo da execução fiscal. Todavia, não indicou nenhum dos possíveis sócios, alegando apenas que tal medida poderia demorar e pleiteando a citação por edital da empresa executada, medida esta efetivamente inócua. É o relatório. Passo a fundamentar e decidir. Nos termos da Resolução CNJ nº 547, de 22 de fevereiro de 2024, que regulamenta o julgamento do Tema 1184 do Supremo Tribunal Federal (RE 1.355.208/RS, j. 19/12/2023), é legítima a extinção de execuções fiscais de pequeno valor, ajuizadas pela Fazenda Pública, por ausência de interesse de agir, em observância ao princípio da eficiência administrativa (art. 37, caput, da Constituição da República). Segundo o art. 1º, § 1º da mencionada resolução: “Deverão ser extintas as execuções fiscais de valor inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais) quando do ajuizamento, em que não haja movimentação útil há mais de um ano sem citação do executado ou, ainda que citado, não tenham sido localizados bens penhoráveis.” No caso dos autos, observa-se que o valor do crédito tributário executado em sua origem é inferior ao limite legal de R$ 10.000,00 fixado na Resolução CNJ nº 547/2024. Ademais, verifica-se que todas as diligências realizadas visando à citação executada foram infrutíferas. Desde as últimas movimentações, não houve qualquer fato novo relevante ou medida útil ao prosseguimento da execução, o que evidencia ausência de perspectiva concreta de satisfação do crédito. A inércia prolongada da parte exequente, somada ao valor irrisório da dívida e à ausência de bens penhoráveis, conforma a hipótese normativa de extinção da execução por ausência de interesse processual, conforme diretriz firmada pelo STF e regulamentada pelo CNJ.
Ante o exposto, JULGO EXTINTA a presente execução fiscal, nos termos do art. 485, inciso VI, do Código de Processo Civil, com fundamento na ausência de interesse de agir, conforme preceituado pela Resolução CNJ nº 547/2024 e pela tese firmada no Tema 1184 do Supremo Tribunal Federal (RE 1.355.208). Sem custas processuais e honorários (REsp 1.769.201/SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 12/03/2019, DJe 20/03/2019). Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Transitado em julgado, arquivem-se os autos, dando-se baixa. BOM JESUS-PI, datado e eletronicamente assinado. Juiz(a) de Direito da 2ª Vara da Comarca de Bom Jesus