Publicacao/Comunicacao
Intimação - SENTENÇA
SENTENÇA
APELANTE: ANDRE MARINHO DA SILVA ADVOGADO: JORGE LUIS SOARES DE PAULA OAB/RJ-218266 ADVOGADO: ROSIMERE CAMARGO SANTOS DE PAULA OAB/RJ-245663
APELADO: AMPLA ENERGIA E SERVICOS S A ADVOGADO: LEONARDO FERREIRA LOFFLER OAB/RJ-148445 Relator: DES. WERSON FRANCO PEREIRA RÊGO Ementa: DIREITO DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. PRETENSÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE TERMO DE OCORRÊNCIA E INSPEÇÃO (TOI), CUMULADA COM DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO E COMPENSATÓRIA POR DANOS MORAIS. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. APELAÇÃO CÍVEL INTERPOSTA PELO AUTOR. RECURSO NÃO PROVIDO.I. CASO EM EXAME1.1. Apelação cível objetivando a reforma integral da r. sentença que julgou improcedente o pedido, visando (i) à declaração de nulidade do TOI; (ii) à declaração de inexistência do débito e à devolução em dobro dos valores cobrados pela Ré nos meses de 01/2023 a 09/2023; e (iii) à condenação da Ré ao pagamento de indenização pelos danos morais que o Autor alega ter suportado.II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO2.1. A questão em discussão consiste em saber se foram regulares a lavratura do TOI, se as cobranças referentes às faturas de 01/2023 a 09/2023 foram excessivas, bem assim se houve dano moral.?III. RAZÕES DE DECIDIR3.1. Inspeção realizada pela Ré em 28/07/2023 informou que a unidade consumidora do Autor estava ligada diretamente à rede da concessionária, sendo irregular o período de 05/2023 a 07/2023. Cobrança de recuperação de consumo de 1.231 kWh (R$ 1.608,78), referente ao TOI nº 2023/51138708.3.1.1. Consumo que permaneceu ínfimo nos meses de 06/2023 e 07/2023, sendo cobrado apenas o custo da disponibilidade, o que indica a irregularidade na medição, sendo a residência habitada. Irregularidade das cobranças não demonstrada quanto a tais meses.3.2. Quanto aos demais meses (01, 02, 03, 04, 05, 08 e 09 de 2023), afirma o Autor que as cobranças foram excessivas, superiores à sua média mensal de consumo, que aponta como sendo de R$ 190,00.3.2.1. Nada obstante isso, a média mensal de consumo não foi efetivamente demonstrada pelo Autor, a fim de possibilitar a análise de eventual cobrança excessiva.3.2.2. Faturas do ano de 2022 que, em sua maior parte, apontam consumo ínfimo, cobrando apenas o custo da disponibilidade.3.2.3. Destarte, caberia ao Autor produzir prova mínima do seu alegado direito, essencialmente por meio de prova pericial ou demonstrando a razão pela qual permaneceu com consumo ínfimo por diversos meses, o que indica a violação ao princípio da boa-fé contratual.3.3. Compensação de faturamento de consumo de energia elétrica autorizada pelo art. 130 da Resolução Normativa nº 1.000/2021 da ANEEL. 3.4. Dano moral não configurado. Inexistência de conduta ilícita imputável à Ré.IV. DISPOSITIVO Recurso conhecido e não provido.Dispositivos relevantes citados: CPC, art. 373, I e II.?Jurisprudência relevante citada: TJRJ, 19ª Câmara de Direito Privado, Apelação nº 0001020-02.2020.8.19.0202, Des(a). LUIZ FERNANDO DE ANDRADE PINTO; TJRJ, 19ª Câmara de Direito Privado, Apelação nº 0041669-05.2017.8.19.0205, Des(a). JDS ISABELA PESSANHA CHAGAS; TJRJ, 19ª Câmara de Direito Privado, Apelação nº 0818127-43.2022.8.19.0206, Des(a).MÔNICA DE FARIA SARDAS. Conclusões: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Apelação - *** SECRETARIA DA 19ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 25ª CÂMARA CÍVEL) *** ------------------------- CONCLUSÕES DE ACÓRDÃO ------------------------- - APELAÇÃO 0845219-32.2023.8.19.0021 Assunto: Inclusão Indevida em Cadastro de Inadimplentes / Indenização por Dano Moral / Responsabilidade do Fornecedor / DIREITO DO CONSUMIDOR Origem: DUQUE DE CAXIAS 7 VARA CIVEL Ação: 0845219-32.2023.8.19.0021 Protocolo: 3204/2025.00416085