Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Vivaldo Pinheiro na Câmara Cível
- Classe
- AGRAVO DE INSTRUMENTO
- Destinatários
- BANCO BRADESCO S/A., MARIA DO SOCORRO DOS SANTOS DANTAS
- Advogados
- NICOLAS CARNEIRO DO NASCIMENTO (OAB 19475/RN), MARTINA NAVRATILOVA GOMES DA COSTA (OAB 9429/RN), ROBERTO DOREA PESSOA (OAB 12407/BA)
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE TERCEIRA CÂMARA CÍVEL Processo: AGRAVO DE INSTRUMENTO - 0807055-63.2025.8.20.0000 Polo ativo BANCO BRADESCO S/A Advogado(s): ROBERTO DOREA PESSOA registrado(a) civilmente como ROBERTO DOREA PESSOA Polo passivo MARIA DO SOCORRO DOS SANTOS DANTAS Advogado(s): MARTINA NAVRATILOVA GOMES DA COSTA, NICOLAS CARNEIRO DO NASCIMENTO Agravo de Instrumento nº 0807055-63.2025.8.20.0000 Agravante: Banco Bradesco S/A.
Advogado: Roberto Dorea Pessoa. Agravada: Maria do Socorro dos Santos Dantas. Advogada: Martina Navratilova Gomes da Costa. Relator: Desembargador Vivaldo Pinheiro.
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE EXECUÇÃO SEM DEMONSTRATIVO VÁLIDO. PRESUNÇÃO DE VERACIDADE DOS DOCUMENTOS DA EXEQUENTE. INEXISTÊNCIA DE ERRO ARITMÉTICO. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME Agravo de Instrumento interposto por instituição bancária contra decisão que rejeitou impugnação ao cumprimento de sentença e homologou o valor executado em R$ 17.392,83, sob o fundamento de que os cálculos apresentados pela exequente, acompanhados de extratos bancários e planilhas, estavam devidamente comprovados.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO HÁ duas questões em discussão: (i) definir se a alegação de excesso de execução desacompanhada de demonstrativo discriminado e prova efetiva pode afastar a presunção de veracidade dos documentos apresentados pela exequente; (ii) determinar se é aplicável ao caso o entendimento firmado pelo STJ no EAREsp 676.608/RS sobre restituição em dobro de valores.
III. RAZÕES DE DECIDIR A alegação de excesso de execução deve vir acompanhada de demonstrativo discriminado e atualizado, conforme exige o do CPC, o que não foi atendido pelo Agravante. A documentação apresentada pela exequente (extratos e planilhas) sustenta o valor cobrado, não havendo impugnação com prova eficaz de erro material ou aritmético. A mera discordância quanto aos valores não é suficiente para afastar a presunção de veracidade dos documentos apresentados, quando ausente demonstração concreta de falhas nos cálculos.
