Publicacao/Comunicacao
Intimação - DECISÃO
DECISÃO
APELANTE: ROSA OLIVEIRA DA SILVA ADVOGADO(A): DOUGLAS WAGNER CODIGNOLA – RO2480 ADVOGADO(A): DOUGLAS WAGNER CODIGNOLA FILHO – RO9311 APELADO(A): MARIA DALINA FERNANDES E OUTRO(A) ADVOGADO(A): JECSAN SALATIEL SABAINI FERNANDES – RO2505 RELATOR: DESEMBARGADOR ROWILSON TEIXEIRA DATA DA DISTRIBUIÇÃO: 02/02/2026 DECISÃO: “PRELIMINAR REJEITADA. NO MÉRITO, RECURSO NÃO PROVIDO NOS TERMOS DO VOTO DO RELATOR, POR UNANIMIDADE. EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. NULIDADE DA SENTENÇA POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. ESBULHO POSSESSÓRIO. COMPROVAÇÃO. PROVA PERICIAL. SOBREPOSIÇÃO DE ÁREAS. USUCAPIÃO COMO MATÉRIA DE DEFESA. NÃO CONFIGURAÇÃO DOS REQUISITOS. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME Apelação cível interposta contra sentença que julgou procedente ação de reintegração de posse, determinando a restituição de imóvel rural à autora, sob fundamento de esbulho possessório praticado pelas rés, condenadas ao pagamento de custas e honorários advocatícios. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO Há duas questões em discussão: (i) definir se a sentença é nula por ausência de fundamentação adequada; (ii) estabelecer se estão presentes os requisitos para a reintegração de posse, bem como se é possível o reconhecimento da usucapião como matéria de defesa. III. RAZÕES DE DECIDIR A sentença apresenta fundamentação suficiente ao analisar o conjunto probatório, não sendo o magistrado obrigado a rebater todos os argumentos das partes, desde que indique as razões de seu convencimento. A autora comprova a posse do imóvel por meio de documentos, recibos e demais provas, atendendo ao requisito previsto no art. 561 do CPC. O esbulho possessório resta evidenciado pela construção iniciada pelas rés no ano de 2022 em área ocupada pela autora. A prova pericial judicial, realizada sob contraditório, confirma a sobreposição da área ocupada pelas rés com o imóvel da autora, sendo tecnicamente idônea para dirimir a controvérsia. Alegações baseadas em registros cadastrais não prevalecem sobre a perícia realizada in loco, que identifica com precisão os limites reais da área. A usucapião, embora admitida como matéria de defesa, não se configura, pois não há comprovação de posse mansa, pacífica e contínua pelo lapso temporal exigido. A oposição da autora desde o início da ocupação afasta o animus domini necessário à aquisição por usucapião. IV. DISPOSITIVO E TESE Recurso desprovido. Tese de julgamento: 1. A fundamentação é suficiente quando o julgador analisa as provas essenciais e expõe as razões do convencimento, ainda que não enfrente todos os argumentos das partes. 2. A prova pericial realizada sob contraditório prevalece sobre alegações genéricas ou registros cadastrais na delimitação de imóvel em litígio possessório. 3. A usucapião como matéria de defesa exige prova inequívoca dos requisitos legais, não se configurando diante de posse recente e contestada. Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 371, 489, §1º, IV e VI, e 561. Jurisprudência relevante citada: STF, Súmula 237.
Intimação - PODER JUDICIÁRIO Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia ACÓRDÃO Coordenadoria Cível da Central de Processos Eletrônicos do 2º Grau Data de Julgamento: Sessão Eletrônica n. 403 de 22/04/2026 a 28/04/2026 7002294-36.2022.8.22.0004 APELAÇÃO (PJE) ORIGEM: 7002294-36.2022.8.22.0004 - OURO PRETO DO OESTE / 1ª VARA CÍVEL