Publicacao/Comunicacao
citacao - decisao
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA FÍSICA DE 02/12/2025
APELAÇÃO CRIMINAL Nº 5039171-13.2023.8.24.0038/SC
RELATOR: Desembargador ROBERTO LUCAS PACHECO
PRESIDENTE: Desembargador ROBERTO LUCAS PACHECO
PROCURADOR(A): GERCINO GERSON GOMES NETO
APELANTE: FABRICIO DE AUGUSTINHO (ACUSADO)
ADVOGADO(A): LUCIANO DE SOUZA ANTUNES (OAB SC049214)
APELANTE: MARCOS ROBERTO MORAIS (ACUSADO)
ADVOGADO(A): LUCIANO DE SOUZA ANTUNES (OAB SC049214)
APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (AUTOR)
APÓS O VOTO DO DESEMBARGADOR ROBERTO LUCAS PACHECO NO SENTIDO DE CONHECER PARCIALMENTE E NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, NO QUE FOI ACOMPANHADO PELO DESEMBARGADOR NORIVAL ACÁCIO ENGEL E A DIVERGÊNCIA INAUGURADA PELO DESEMBARGADOR SÉRGIO RIZELO NO SENTIDO DE CONHECER DO RECURSO E DAR-LHE PARCIAL PROVIMENTO PARA SUBSTITUIR A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE, A 2ª CÂMARA CRIMINAL DECIDIU, POR MAIORIA, VENCIDO O DESEMBARGADOR SÉRGIO RIZELO, CONHECER PARCIALMENTE E NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO VOTO DO RELATOR.
RELATOR DO ACÓRDÃO: Desembargador ROBERTO LUCAS PACHECO
Votante: Desembargador ROBERTO LUCAS PACHECO
Votante: Desembargador SÉRGIO RIZELO
Votante: Desembargador NORIVAL ACÁCIO ENGEL
MANIFESTAÇÕES DOS MAGISTRADOS VOTANTES
Divergência - Gab. 02 - 2ª Câmara Criminal - Desembargador SÉRGIO RIZELO.
Com a devida vênia, voto pela substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos por entender que, mesmo diante da presença de mau antecedente (Evento 251 e 252), a medida é suficiente (CP, art. 44, III).
A condenação anterior, que gera a circunstância judicial negativa, decorreu da prática do mesmo delito de omissão no recolhimento de ICMS, referente aos meses de maio de 2016 a novembro de 2019 (processo 5046060-51.2021.8.24.0038/SC, evento 1, DOC1).
O presente feito cuida de sonegação perpetra entre março e setembro de 2020 (evento 1, DOC1).
Ou seja, entre a última sonegação de lá e a primeira daqui, há um intervalo de três meses e, na verdade, o que se tem, aparentemente, são crimes continuados - o que deve ser alvo de apreciação definitiva pelo Juízo da Execução - que somente assim não foram reconhecidos porque particularidades (especialmente a data de entrega das declarações pelo contribuinte e os parcelamentos) levaram ao oferecimento de duas denúncias e processos diversos que tramitaram separadamente e em tempo distintos (a denúncia deste feito foi oferecida em 20.9.23 e aquela Ação Penal sentenciada em 6.3.23, de modo que não houve possibilidade de reunião).
Por tal razão, ainda que concorde com a imposição do regime inicialmente semiaberto (CP, art. 33, § 3º), creio que deva ser dada aos Apelantes a oportunidade de terem a pena substituída por prestação de serviços à comunidade, tal qual ocorreu na condenação anterior, evitando a privação imediata da liberdade.
Ante o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso e dar-lhe parcial provimento para substituir a pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade.