Intimação
D- Órgão
- 1ª CÂMARA REGIONAL PREVIDENCIÁRIA DA BAHIA
- Classe
- APELAÇÃO CÍVEL
- Destinatários
- INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS, CELESTE ALVES DOS SANTOS
- Advogado
- JOAO ANTONIO FRANCISCO E OUTROS(AS) (OAB 21331/GO)
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. AUSÊNCIA DE DILIGÊNCIA.INÉRCIA DA PARTE AUTORA. RECURSO DESPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA.
1. Trata-se de recurso da parte autora contra sentença que julgou extinto o processo por inércia. Requer a reforma da decisão a fim de que seja determinada ao juízo a quo que requisite ao INSS, pela cópia da Carta de Concessão do benefício, para dar prosseguimento no feito, alegando que a parte ré não a concedeu. Não foram ofertadas contrarrazões.
2. O benefício de pensão por morte é devido desde que comprovados os seguintes requisitos: qualidade de segurado do falecido, e a qualidade de dependente o beneficiário, nos termos do art. 16 da Lei 8213/91.
3. In casu, a controvérsia cinge-se ao fato de que a parte autora pronunciou-se alegando ter o INSS concedido posteriormente via administrativo o benefício pleiteado, mas não ter anexado o comprovante quando solicitado para prosseguimento do feito alegando ser diligência do juízo.
4. Na hipótese, mesmo sob fundamento que parte ré não concedeu a carta de concessão, é de fácil acesso da autora a obtenção do comprovante da concessão do benefício, seja por meio do site do INSS ou por notificação que a mesma soube do fato.
5. Desta forma, mantém-se a sentença.
6. Recurso desprovido. Sentença mantida.
Decide a Câmara Regional Previdenciária da Bahia, por unanimidade, negar provimento à apelação da parte autora.
JUÍZA FEDERAL CAMILE LIMA SANTOS
RELATORA CONVOCADA
