Intimação
D- Órgão
- Gab. 05 - DESEMBARGADOR FEDERAL RUI GONÇALVES
- Classe
- APELAÇÃO CÍVEL
- Destinatário
- SUSANNY ALVES DE ALMEIDA
- Advogado
- GERBSON FRANK CALDAS CARVALHO AGUIAR (OAB 14186/MA)
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL Tribunal Regional Federal da 1ª Região 2ª Turma Intimação automática - inteiro teor do acórdão Via DJEN PROCESSO: 1007246-30.2026.4.01.9999 CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198) POLO ATIVO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS POLO PASSIVO:SUSANNY ALVES DE ALMEIDA REPRESENTANTES POLO PASSIVO: GERBSON FRANK CALDAS CARVALHO AGUIAR - MA14186-A DESTINATÁRIO(S): SUSANNY ALVES DE ALMEIDA GERBSON FRANK CALDAS CARVALHO AGUIAR - (OAB: MA14186-A) FINALIDADE: Intimar acerca do inteiro teor do acórdão proferido (ID 462542214) nos autos do processo em epígrafe.
PODER JUDICIÁRIO Tribunal Regional Federal da 1ª Região GAB.
05 - DESEMBARGADOR FEDERAL RUI GONÇALVES Processo Judicial Eletrônico PROCESSO: 1007246-30.2026.4.01.9999 PROCESSO REFERÊNCIA: 0805600-29.2024.8.10.0048 CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198) V O T O O EXMO. SENHOR DESEMBARGADOR FEDERAL RUI GONÇALVES (RELATOR): A controvérsia recursal limita-se à verificação da qualidade de segurada da autora e ao consequente cumprimento do período de carência na data de entrada do requerimento (DER), em 09/07/2024.
O INSS alega que a existência de um vínculo urbano afastaria a condição de segurada especial da autora. O juízo de primeiro grau fundamentou de forma sólida o reconhecimento da qualidade de segurada especial. Conforme consta na sentença, a autora apresentou início de prova material robusto, consubstanciado em: (i) dois registros de recebimento de salário-maternidade na condição de segurada especial nos anos de 2012 e 2015; e (ii) ficha de atendimento médico junto ao SUS, datada de 2024 (contemporânea à DER), na qual sua profissão é declarada como lavradora.
A concessão anterior de benefícios pelo próprio INSS na qualidade de segurada especial constitui forte indício da sua vinculação ao meio rural. Somado a isso, o documento médico recente corrobora a continuidade dessa atividade. A alegação do INSS de que um vínculo empregatício urbano descaracterizaria, por si só, a condição de segurada especial não encontra amparo na jurisprudência consolidada dos Tribunais Superiores.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou o entendimento de que o exercício de atividade urbana por curto período de tempo, de forma intermitente, não impede o reconhecimento da condição de segurado especial, desde que a atividade rural permaneça sendo o principal meio de subsistência do núcleo familiar. No presente caso, o INSS apenas aponta a existência do vínculo, sem demonstrar que ele foi duradouro ou substancial a ponto de quebrar a essencialidade da atividade rural para o sustento da autora.
