Intimação
D- Órgão
- Juizado Especial Cível e Criminal Adjunto à Vara Federal da SSJ de Guanambi-BA
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- ILIDIA BATISTA COSTA
- Advogado
- DIELLY SOARES DE JESUS (OAB 52765/BA)
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL Subseção Judiciária de Guanambi-BA Juizado Especial Cível e Criminal Adjunto à Vara Federal da SSJ de Guanambi-BA
SENTENÇA
TIPO "A" PROCESSO: 1011785-64.2025.4.01.3309 CLASSE: PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) POLO ATIVO: ILIDIA BATISTA COSTA REPRESENTANTES POLO ATIVO: DIELLY SOARES DE JESUS - BA52765 POLO PASSIVO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
SENTENÇA
I Relatório dispensado nos termos do art. 38 da Lei nº 9.099/95. A parte autora requer a condenação do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS na obrigação de conceder benefício por incapacidade, na qualidade de segurado especial, a contar do requerimento administrativo apresentado em 28/02/2025 (NB: 719.845.711-9). II Segundo o art. 59, caput, c/c art. 25, inciso I, ambos da Lei nº 8.213/1991, os requisitos para a concessão do auxílio-doença são: a) Incapacidade para o trabalho ou atividade habitual por mais de quinze dias consecutivos; b) Qualidade de segurado.
Realizada a perícia judicial (ID 2221741685), foi constatado que a autora apresenta Z54.0; D25.9. O expert fixou data do período da incapacidade de 24/02/2025 a 25/04/2025. Quanto à qualidade de segurada especial, constam dos autos documentos aptos a constituir início de prova material do exercício de atividade rural pela parte autora, dentre os quais: a) comprovante de residência em nome de seu esposo, com endereço na Fazenda Laranjo, referente ao ano de 2025; b) escritura particular de doação, na qual a parte autora figura como donatária da propriedade rural Fazenda Novo Horizonte; c) ITR em nome da parte autora, referente ao exercício de 2024; e d) carteira de filiação ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais em nome da parte autora.
Tais documentos, analisados em conjunto, demonstram vínculo da autora com o meio rural e constituem início razoável de prova material de sua condição de segurada especial, em consonância com o art. 11, VII, da . Realizada a audiência de instrução, a prova oral produzida, consistente no depoimento pessoal da parte autora e na oitiva de testemunha, corroborou as informações constantes da prova documental, especialmente quanto ao efetivo exercício de atividade rural pela parte autora, reforçando, assim, a sua condição de segurada especial no período controvertido.
