Publicacao/Comunicacao
Intimação - DESPACHO
PROCEDIMENTO COMUM Nº 5001132-40.2025.4.02.5108/RJ
AUTOR: TEREZINHA GOMES TEIXEIRA
ADVOGADO(A): JOSIANE RIBEIRO MOREIRA (OAB RJ232400)
DESPACHO/DECISÃO
TEREZINHA GOMES TEIXEIRA pretende a condenação do INSS a conceder-lhe o benefício pensão por morte.
No caso em análise, o benefício foi indeferido administrativamente por não haver, no entender da Autarquia Previdenciária, prova suficiente da união estável.
O artigo 22, § 3º, do Decreto 3.048/1999, com a redação dada pelo Decreto 10.410/2020, traz um rol exemplificativo dos documentos aceitos para esse fim. Para comprovação do vínculo e da dependência econômica, poderão ser aceitos, dentre outros:
Registro como responsável pelo(a) falecido(a) em instituição de saúde, Clínica da Família ou hospital (ficha de internação, ficha de atendimento, entrevista com assistente social, e etc.);
Declaração do imposto de renda do(a) segurado(a), em que conste a parte autora como dependente;
Escritura Declaratória de União Estável;
Disposições testamentárias;
Certidão de Nascimento ou Carteira de Identidade de filho(a) havido(a) em comum;
Prova de encargos domésticos evidentes e existência de sociedade ou comunhão nos atos da vida civil;
Procuração ou fiança reciprocamente outorgada;
Conta bancária conjunta (conta corrente ou poupança);
Fatura como titular ou dependente em cartão de crédito;
Registro em associação de qualquer natureza onde conste o(a) interessado(a) como dependente do segurado (ex: plano de saúde, assistência funeral);
Recebimento da indenização do seguro de vida deixado pelo(a) instituidor(a);
Anotação de dependência constante de ficha ou Livro de Registro de empregados;
Recebimento de verbas rescisórias do(a) falecido(a) pelo(a) autor(a);
Apólice de seguro da qual conste o(a) segurado(a) como instituidor(a) do seguro e a pessoa interessada como sua beneficiária;
Escritura de compra e venda de imóvel em conjunto ou de um em benefício do outro;
Postagens em redes sociais que comprovem o relacionamento;
Fotos recentes.
Assim, intime-se a parte autora para que, no prazo de 10 (dez) dias:
esclareça a divergência entre o endereço do(a) falecido(a) constante na certidão do óbito (evento 1, anexo 15) e o comprovante de residência em nome da parte autora constante do evento 1, anexo 4.
considerando o disposto no art. 77, § 2º, V, da lei 8213/91, junte documentos aptos a demonstrar a duração da união estável por mais de 2 anos, como, por exemplo, comprovantes de residência em seu nome e do(a) falecido(a) que indiquem a existência de coabitação;
informe os documentos que foram juntados aos autos que entende serem suficientes para comprovação da união estável, observando o princípio da cooperação e que tal conduta facilita a propositura de acordo por parte do INSS, mormente ante o ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA CJF/AGU/PGF/INSS N. 5/2023. Se possível e com a finalidade de melhor visualização / compreensão dos elementos de prova, preencha uma tabela tal como a apresentada abaixo (ou informe de maneira objetiva as 3 informações sobre cada documento anexado ao processo):
DOCUMENTO DATA DO DOCUMENTO LOCALIZAÇÃO(EVENTO/ANEXO/FLS)
Com as informações devidamente tabuladas pela parte autora, dê-se vista ao INSS para que informe sobre a possibilidade de acordo, no prazo de 10 dias, sobretudo em observância ao ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA CJF/AGU/PGF/INSS N. 5/2023 que, entre seus objetivos, apresenta o “incremento do número de propostas de acordo” e “estabelecer estratégias para racionalizar a designação de audiências, notadamente aquelas relativas às demandas previdenciárias”.
Caso haja recusa à propositura de acordo, deverá a autarquia informar o motivo pelo qual entende que as provas apresentadas são insuficientes.
Não havendo acordo, venham conclusos para análise da necessidade de realização de audiência.